João Carlos Nunes Abreu, Presidente da CRIAMAR Na secção “Cartas do Leitor” do último Domingo, dia 19 de Outubro de 2014, sob o título “Artistas desiludidos na Fundação Criamar”, vinha um texto que, no seu conteúdo, está cheio de muitas inverdades e é, simultaneamente, uma difamação e injúria à Associação (e não “Fundação” como erradamente foi escrito), razão pela qual se serve a direcção da Criamar deste mesmo meio de direito de resposta para que a verdade dos factos se imponha. Em primeiro lugar, os artistas que permanecem no “Espaço das Artes da Criamar” nunca foram convidados pela Associação, mas sim foram os próprios que, sabendo do projecto, pediram aos responsáveis para ali permanecerem e desenvolverem a sua actividade artística. Ao fim de três anos (e não “três anos e meio” como erradamente foi escrito) de permanência, conforme os mesmos afirmam, foi-lhes solicitado (em Janeiro de 2014) uma comparticipação, através de um donativo mensal de cinquenta euros (e não “oitenta euros” como erradamente foi escrito) e, ainda, 10% da receita de cada obra vendida. Todas as verbas recebidas por parte dos artistas (pois existem alguns que até à presente data nunca deram nenhum contributo) foram canalizadas para a ajuda do pagamento de despesas correntes, inerentes à manutenção do edifício do qual os artistas são os mais directos beneficiários, justificada por esta ser uma Associação Sem Fins Lucrativos. Quanto à percentagem das obras vendidas, jamais a Criamar teve qualquer controle sobre as mesmas, embora o desejássemos, uma vez que os artistas não têm qualquer sistema contabilístico nem comprovativos dos recibos de vendas, por isso, não se sabe, consequentemente, o número de trabalhos vendidos. Se, na realidade, os artistas estão tão “revoltados” (como dizem) com as condições propostas, têm, como sempre tiveram, a liberdade de deixarem de colaborar no “Espaço das Artes”. A Criamar, através do seu Presidente, já explicou publicamente, no DN – Madeira, as alterações que se pretende operar, de modo a dar uma nova dinâmica ao referido espaço e, assim, cumprir com os propósitos pelos quais o edifício foi cedido temporariamente à Associação Criamar: dar oportunidade às crianças e jovens da Região de usufruírem de uma área pública onde possam desenvolver diferentes actividades artísticas e culturais e cumprir os protocolos estabelecidos. Lamentavelmente, no texto publicado, os artistas não referiram que se realizaram diversas reuniões, entre os próprios e os técnicos da Criamar, onde lhes foram explicadas quais as diretrizes a serem cumpridas, nomeadamente o encerramento temporário do espaço para a criação de um pequeno auditório para Serviços Educativos. Foi-lhes dito a razão pela qual o “Espaço das Artes” foi fundado: proporcionar um espaço aberto a experiências educativas destinado a crianças e jovens, complementado com a criação de uma galeria. Para isso serão reservados o primeiro e o segundo andar do edifício. Há um aspecto que, de propósito, não foi referido na nota do autor (que lamentavelmente se esconde sob as iniciais M. F.): os artistas nem deram a oportunidade de lhes ser explicada a nova reestruturação do espaço que, de forma alguma, pretendia prejudicar quem quer que fosse. Antes pelo contrário, o propósito era criar um melhor e mais eficaz sistema organizativo. Em resposta à alegada exploração de trabalho infantil, tão ridícula quanto falaciosa, constitui uma gravíssima difamação e injúria, razão pela qual será tratada em sede própria – nos tribunais e nunca na imprensa local. A Criamar é uma Instituição que se orgulha de ter firmado o seu bom nome pelo prestigiado, honesto e competente trabalho que vem realizando com as diferentes entidades desde a sua fundação, em 2007, não se prestará, por isso, nunca a canalhadas ou a outras espécies de atitudes desprovidas de bom senso e falta de educação, pelo que dá por encerrado o assunto, sem deixar, porém, de realizar o espaço projectado para o interesse público, das crianças e jovens da Madeira.