Vi-te passar ao longe. Ias com cara de Presidente. Ritmado na passada, no olhar prudente. A arrogância fica-te mal. Ouvi dizer que agora tens opinião, que escreves no Diário, que fazes oposição. .. Mas as tuas palavras são fracas como a tua verdade. Achas que enganas alguém? Nao se reciclam pessoas nem se apaga a história. Os teus amores conheço-os bem. Estás a tentar sobreviver ao regime. Eu sei, é viciante. Queres continuar importante e clamas ser o herói de então. Mas eu espero-te no fim do poema quando chegares à conclusão que de seres tão igual aos outros não sabes se me refiro a ti se não.

Rubina Sequeira