Jorge Martins Não será espanto, o não ter em grande consideração os actores políticos e “sociais” desta terra . De facto os protagonistas, se mais não fora, de tão gastos, não me despertam nenhum tipo de expectativa ou até curiosidade, ainda que mórbida. Não me interessam os “ delfins”, os candidatos doutras (?) áreas, assumidos ou os que, perpetuando a “nublada” lenda, aguardam pela vaga de fundo e por maioria de razão, os (não) candidatos a nada, todos eles , desculpem-me a indulgente e estulta pleonástica expressão, “infectados”pelo deletério, até mesmo mortal, virus da mais infecciosa das doenças do primeiro Mundo, a ganância.

É que, nos dias que vivemos, o aspirar aos restos do “regabofe autonomista” é confrangedor, mas, mais que isso, um exercício de diminuta inteligência, que transcorre da incapacidade, impossibilidade, de criticar, sem cair no ridículo, as opções sob as quais a Região se governou desde Abril de 1974, com a cumplicidade de todos, repito , todos os protagonistas da acção política na Região, CDS, PPD, PS, PCP. UDP/BE .

A todos questiono o pensamento (?) político, mas, sobretudo ,o “desenvolvimento” da Região, não no que factualmente é óbvio e similar ao das outras Regiões do País, mas, antes, ao diferencial de custos que essa evolução representou. Continuo, no entanto, sem perceber o que, em termos de entendimento de autonomia, diferencia as várias(?) correntes de opinião. Qual a diferença entre o pseudo- independentismo do PPD, do “encabulado” regionalismo do PS, ou do “centralismo-democrático” do PCP? Queiramos ou não, o referencial das “oposições” na Região, é, tão sómente o Presidente do Governo Regional, ao qual se opõem, únicamente,por não ser líder do seu, deles, Partido. É que não conheço, hoje por hoje, propostas alternativas à governança da Região e suspeito, que não será tão cedo que, dadas as propostas conhecidas e as prováveis, que dela se diferenciem. Digamos mesmo que se trata de uma questão cultural.

PS- Refiro-me à UDP , por não estar no meu feitio abandonar pessoas , seja onde for.