A. G. Mendonça Tenho lido nesta rubrica do DN, frequentes opiniões sobre os candidatos à liderança do PSD/M, pelo que também vou dizer o que penso dos referidos senhores.

Começo pelo candidato Miguel Albuquerque para dizer que por mim já lhe tinha feito o funeral político, atendendo ao seu comportamento em relação ao Complexo Balnear do Lido. Como responsável máximo da Câmara não cuidou para que os seus milhares de utentes pudessem em tempo útil e razoável voltar a usufruírem daquele magnífico espaço, mostrando claramente um total desprezo para com os cidadãos. Também na área do urbanismo a sua gestão não foi correcta tendo sido construídos à margem da lei diversos mamarrachos no Concelho do Funchal, chegando até a haver uma eleição para eleger o melhor mamarracho, não esquecendo que um membro do GR disse publicamente que na CMF, a parte da tarde era para negociatas.

Sobre o candidato Manuel António, vou referir um episódio que presenciei e que diz bem o que ele pensa da gestão da coisa pública. Uns anos atrás, num sábado, estando eu no parque de estacionamento do supermercado Modelo da Ribeira Brava, reparei que lá estava estacionado um vistoso Volkswagen Golf, com chapa de pertença do GR. Comentei para com quem estava comigo se não gostaria de ter um carro daqueles para passear ao fim de semana e à borla. Demorou muito pouco tempo para verificar que o condutor daquele carro era o secretário regional.

Quanto ao candidato Sérgio Marques, foi protagonista do maior enxovalho público por parte do líder regional laranja. Quando este senhor era eurodeputado e se preparava para ser novamente candidato, eis que o todo poderoso chefe da ilha lhe retira o tapete colocando-o em lugar não elegível. O resto da história é que Sérgio Marques desiste da candidatura e o outro candidato é colocado em lugar elegível. Se alguém conhece um enxovalho maior que este então faça o favor. Se Sérgio Marques tivesse na altura desmascarado o ditador regional laranja, tinha hoje um capital político bem maior.

Em relação ao candidato Miguel Sousa, é sem dúvida um dos principais rostos do poder laranja na região, mas também me parece a ser o único dos cinco a querer cortar com o passado.

Resta o candidato Cunha e Silva, que é o preferido do chefe da quinta das angústias, aparecendo com frequência ambos juntos em actos públicos. Esta imagem de colagem àquele que sempre fez gestão danosa e dolosa das finanças regionais, o que levou ao colapso financeiro da ilha com consequências trágicas para milhares de famílias madeirenses, só prejudica e muito a sua candidatura. Mesmo que viesse a ganhar as eleições no partido, não teria hipóteses de ganhar eleições regionais.