Maria Isabel Rodrigues Não consigo compreender, quais os critérios que estão a ser utilizados, no combate ao nemátodo do pinheiro, na Freguesia da Fajã da Ovelha, no que ao abate das árvores diz respeito.

Fui ao terreno observar os trabalhos e qual não foi o meu espanto, quando vejo a coordenar os trabalhos, o lenhador cá da zona. É ele que escolhe o local, onde estão as melhores árvores a abater, estive a observar se existiam marcas nas árvores a cortar, mas não encontrei nada. Nem vi até à data, Guardas Florestais, ou Técnicos Superiores da Direcção Regional de Florestas, no terreno. Segundo o concurso público n.º 002/SRA-DRFCN/2013, cada arvore abatida, tem um custo aproximado de 29€ sem IVA, como é que se chega ao número de 1793 árvores infectadas, sem que estas estejam mapeadas ou identificadas, quem vai controlar o corte efectivo, para pagar a empresa, vai ser à posteriori?

O critério é desde que tenham mais de um metro de raio e uma ponta seca, é logo deitada ao chão. Nas abatidas nas propriedades que possuo, não encontrei nenhuma doente, secaram devido aos sucessivos incêndios, mas estavam bem firmes e em locais onde não ofereciam perigo. Foram cortadas em troncos, como se fossem para uma serragem, com o mesmo comprimento da carroçaria da viatura do lenhador. Dizem os entendidos, que estas madeiras, são do melhor para fazer barrotes e chaprões.

Das vezes que precisei de cortar pinheiros para lenha, tive de me deslocar ao posto Florestal, levar um atestado da Junta de Freguesia, com duas testemunhas, a atestar que as arvores eram minhas, preencher um documento oficial, que depois de meses para ir ao Funchal, a despacho, os Guardas, tiveram que ir ao terreno marcar os pinheiros a abater e para transportar o lenha no carro, foi preciso mais uma guia.

Todos os dias circulo pelas estradas Regionais da Freguesia e vejo arvores a cair de podres, quer a montante quer a jusante, mas essa continuam lá, não interessam, dão muito trabalho e pouco ou nenhum dinheiro.