Segundo consta nos jornais, o actual líder do PSD/M pretende reunir com o Presidente da República.
Para quê? Para discutir cenários.
Pois é só isso que é possível fazer no actual contexto político. Antes da eleição do novo líder e da nova direcção política do PSD/M.
É óbvio que após o Congresso Regional de Janeiro recai sobre o novo líder do PSD/M e respectivos órgãos eleitos a legitimidade e a responsabilidade de decidir os caminhos a trilhar para o futuro.
Neste quadro, é óbvio que o Senhor Presidente da República não pode – nem deve – decidir seja o que for sem ouvir o novo Presidente da Comissão Política Regional do PSD/M.
Se for eleito líder do Partido, como já o disse, solicitarei de imediato a convocação de eleições regionais antecipadas, pois é essencial o PSD/M mudar rapidamente de políticas e protagonistas e apresentar aos Madeirenses e Portosantenses um novo horizonte de esperança para o futuro.
Acresce que até a concretização do acto eleitoral, ainda antes do Verão, e como é normal nas democracias consolidadas, os actos correntes da governação devem ser assegurados por um governo de gestão.
De resto, não vale a pena complicar o que é simples, pois em circunstância alguma os Madeirenses e Portosantenses aceitariam, no novo cenário político, um governo sem uma nova legitimidade eleitoral.
QUADROS DIRIGENTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA REGIONAL A ideia absurda, que alguns maldosamente fizeram circular, de que a nossa candidatura pretende fazer uma depuração nos quadros dirigentes da Administração, o que implicaria afastar pessoas, não faz qualquer sentido. É bom que fique claro: tenho a melhor impressão quer dos funcionários públicos, quer dos dirigentes da Administração Pública Regional. Tenho constatado, ao longo da minha vida pública e privada, o seu empenho e dedicação á causa pública e ao serviço da Região.
Constato também que a actual situação de crise e de desmotivação não é da responsabilidade nem dos quadros dirigentes nem dos funcionários, mas das más decisões e insuficiências da actual liderança política. No futuro, a Região precisa de uma administração motivada e mobilizada para os difíceis desafios que enfrentamos. É neste quadro que contamos com a competência de todos.
Miguel Albuquerque