Manuel A. C. Andrade Já muito fui dito e escrito sobre CR7, esta figura mediática que extravasou dos estádios para a publicidade e redes sociais e se tornou cidadão do mundo (como ele próprio se considera). E é obviamente um caso à parte na história do futebol.
Mas não será demais salientar nesta figura pública, estrela e fenómeno mundial: o seu mérito; e a maneira como tem vindo a concretizar o seu ideal; e como se veio tornando um homem e um cidadão que honra a sua família, a Madeira e Portugal.
Teve a ajuda dos seus pais e outros familiares. E também do seu padrinho, Fernão Sousa; como ainda do seu apresentador à Academia do Sporting Clube de Portugal, o doutor João Marques de Freitas; e do seu tutor naquela instituição, o também madeirense Leonel Pontes. Os quais o acompanharam na sua grande aventura e contribuíram para a sua formação, como pessoa e jogador. Porém e apesar da sua grande força de vontade e ambição de triunfar na carreira de futebolista, sem o apoio de todos eles o Abelhinha teria fracassado, provavelmente. A partir da sua saída de Portugal, outros intervenientes tiveram também importância na sua afirmação profissional e social; e prosseguimento da sua ascensão contínua até ao patamar a que já chegou. Foram eles: Sir Alex Ferguson e seu staff, no Manchester United; e também o agente de jogadores Jorge Mendes. E, porventura, alguém mais.
Ronaldo é um profissional a cem por cento na sua atividade. E parece que os sacrifícios e obstáculos não o atemorizam. Tudo nele é fruto de muito esforço, trabalho, dedicação, determinação, auto disciplina e persistência , pese embora o seu enorme talento e paixão por jogar à bola.
Tende para a perfeição, se bem que inatingível.
Cristiano estava fadado para altos voos. Teve e tem um extraordinário apoio familiar, que depois passou a retribuir. Sendo ele uma dádiva e benção de Deus para a família. Faço votos para que continuem felizes, na vossa exemplar entreajuda, harmonia e afetividade.
Cristiano Ronaldo tem as suas raízes nos concelhos do Funchal e de Machico, sobretudo neste.Com efeito, seu avô materno, José Nunes de Viveiros, natural do sítio do Paraíso, da freguesia de Machico, casou, em 1951, com Matilde dos Santos, da freguesia do Caniçal. Ali viveram ao sítio do Cerrado dos Marmeleiros. Ela faleceu em 13-12-1961. E ele voltou a casar, pouco depois e foi radicar-se no sítio da Ribeira Grande, na freguesia de Santo António do Funchal. E nesta também se fixara Humberto Cirilo Aveiro (avô paterno de Ronaldo), cuja esposa, Filomena Martins Pereira, era dali natural. Sendo que o bisavô paterno, José de Aveiro, natural da freguesia de Santo António da Serra, na parte do concelho de Machico, casou algures no Funchal e ali viveu.