Em clima eleitoral entrou-se num período onde se apresentam os projetos que, insistimos, são compostos por um programa e um perfil, a escolher pelos militantes. Nesse é fundamental que haja coerência entre o que se propõe e aquilo que antes foi feito e dito.
Porque a nossa candidatura reveste-se de atitudes e ideias próprias, é bom lembrar, a bem da verdade, aquilo que foi dito, em devido tempo e no sítio próprio, no discurso por mim proferido no XIV Congresso do PSD-Madeira a 24 de novembro de 2012:
“Precisamos de lutar pela melhoria da credibilidade dos políticos e das instituições políticas, aproximando-as dos cidadãos, nomeadamente, gerindo com critérios idênticos aos sacrifícios que hoje exigimos aos indivíduos, famílias e empresas.
Temos de pensar numa séria redução do número de deputados, a exemplo do que já sucedeu com o número de membros do Governo Regional.
Defendo a redução dos valores a transferir para os partidos, objeto de grande contestação social e pretexto fértil para os nossos inimigos.”
Como comprovamos, factualmente, defendemos em tempo e antes deles aquilo que só agora os outros vêm dizer com o objetivo de alcançar dividendos eleitorais, quando na altura própria não disseram nada.
Por isso, porque o defendemos quando era difícil e não dava votos, temos hoje uma legitimidade acrescida para reafirmar o que há muito dissemos: Vamos propor alteração legislativa tendente a uma redução expressiva do número de deputados na Assembleia Legislativa da Madeira, assim como assegurar a urgente redução do «Jackpot».
Não vamos à boleia das ideias e das posições dos nossos companheiros, que respeitamos num processo democrático, como, também, não estamos para adjetivar as suas qualidades porque, para além das ambições pessoais, há um património partidário e pessoal que exigem de nós respeito, consideração e elevação. Afinal a 20 de dezembro precisaremos de todos e a união tem de ser construída desde já!
Como temos dito, não mudamos para a campanha e não mudaremos depois das eleições. Connosco as pessoas sabem o que podem contar, porque a atitude é a mesma, ouvindo e privilegiando o contacto com as pessoas. Só assim É POSSÍVEL fazermos as mudanças necessárias para merecermos a confiança do povo da Madeira e Porto Santo.
Manuel António Correia