Leitor identificado No passado domingo, foi empossado o novo pároco da Nazaré, freguesia de São Martinho, concelho do Funchal.
O seu responsável é um jovem padre, Pedro Nóbrega.
Espera-lhe uma tarefa imensa. A paróquia tem um número de habitantes (que ao certo ninguém sabe, mas que será de cerca de 8 000 habitantes, não contando com zonas limítrofes, sendo que ela vai do Ribeiro Seco, apanhando o mar e outras divisões, como o Caminho de São Martinho, o do Pilar, o do Amparo, etc. (não tenho um mapa para visioná-la, nos seus limites…)
É uma paróquia que tem de tudo, (como todas…): vidas equilibradas e alguns problemas de carências. Vícios, etc.
É um grande desafio para o jovem pároco. Muito maio
r do que aquele (que também tem o Padre Marco Gonçalves. Aos dois, desejo as maiores felicidades, como natural da freguesia, embora nela não residindo.
Não assisti à missa de posse. Por isso, posso errar, no que peço desculpa.
A paróquia da Nazaré resultou da divisão que, no início dos anos 60 do século passado, foi determinada pelo falecido bispo D. David de Sousa.
O seu primeiro pároco foi o então sacerdote Manuel Encarnação Nóbrega da Gama que, nos anos 70 resignou.
A este padre , foi-lhe dada uma capela exígua, uma moradia em São Martinho, tudo num espaço, onde, hoje, não cabe 10-20 casas da Nazaré.
Mas ele aguentou: melhorou capela e arredores, criou grupos de catequistas, unindo-os e colaborando com as escolas; grupo de jovens, associando-os à Acão Católica, promovendo passeios, quermesses (a quermesse da Nazaré…onde está o estacionamento do Marítimo…).
A todos os mais idosos, também, os chamou, e por ele aqueles tinham grande consideração e eles também.
Vítima de espaço exíguo, mobilizou e recolheu fundos e comprou um terreno para aquilho que sonhava: uma nova igreja, bem mais no centro da paróquia.
Sem querer esquecer outros sacerdotes que por lá passaram, ninguém pode esquecer o Padre Anastácio Alves.
Pegou no projeto do Bairro e nele viu uma igreja projetada, E era um projeto do Arquiteto Rafael Botelho (autor do primeiro projeto da cidade do Funchal).
Deitou mãos à obra, pediu subsídios, mobilizou paroquianos e ergueu uma igreja que muito honra a zona e a cidade do Funchal. Nela, nada falta…até uma casa mortuária. Não assisti à posse, mas pelo que li, nos jornais, não vi nenhuma referência a estas duas personalidades que em muito se empenharam em prol de uma comunidade. Ao que parece ninguém sequer os referiu: É pena.
Não sei de quem é a culpa. Mas quem na História não se fundamenta não vai longe.
Mais uma vez felicidades ao Padre Nóbrega.