A recente realização da Exposição Internacional de Turismo na cidade de São Paulo, no Brasil, em que a Madeira participou integrada no Pavilhão do Turismo de Portugal, leva-nos uma vez mais à abordagem da promoção do arquipélago em mercados em que os turistas são obrigados a viagens mais demoradas.

Não irei sugerir que se deixe de promover a Madeira em Madrid ou em Londres, mesmo em Lisboa, para gastar os poucos patacos que temos no Brasil ou em qualquer outro território americano ou asiático.

Penso que antes de perguntar porque não se faz ou se fez, devo incentivar os promotores a ter uma atitude de maior influência (talvez eficácia seja o termo correcto) em mercados onde, não obstante a sua dimensão, será fácil entrar, pois o nome do nosso produto (neste caso a Madeira) é mais conhecido do que muitos pensam.

Sabemos que o Turismo da Madeira tem estado algumas vezes no Brasil, e que empresas hoteleiras regionais também por lá têm aparecido, e com bons resultados nas suas vendas. Agora precisamos de ser mais fortes, de procurar alianças e de aproveitar o que considero ser boas perspectivas de captação de um cliente que gasta e que gostará certamente do pacote que lhe queremos oferecer nesta sua viagem à Europa. A Madeira seria o início ou o fim desse circuito que cativa muitos milhares de brasileiros em cada ano.

Precisamos urgentemente de transporte aéreo directo, na vinda para a Europa ou no regresso ao Brasil. Isso só será possível se fizermos estudos de mercado e se formos à procura de quem decide, se falarmos com as companhias aéreas. Não teremos quantidade, mas, o pouco que temos e que possamos ganhar, será importante, para a hotelaria e para o turismo regionais. Além do mais há três cadeias hoteleiras, originárias e baseadas na Madeira, com uma presença interessante no Brasil: Pestana, Porto Bay e Enotel. Cada uma na sua dimensão, mas importantes nos segmentos em que trabalham. Não esqueçamos a Vila Galé que tem um hotel na Região. O que falta, então? Falar com a TAP, (para o bem e para o mal…) a companhia de quem dependemos e cuja dimensão no Atlântico é inegável, para que uma das mais de oito dezenas de ligações semanais entre Portugal e o Brasil, passe uma vez por semana na Madeira. A exemplo do que acontece com a linha de Venezuela.

Nada do outro mundo, nem sequer estou a ser original. Vejam o que fazem as outras companhias nacionais de bandeira com os territórios autónomos com vocação turística. O que se sugere para o Brasil é válido, também, para outros voos que sobrevoam este oceano no sentido do sol poente…

Catanho Fernandes