Pedro André O aperfeiçoamento do homem e da sociedade não se põe apenas, para o maçon, em termos de melhoria económico-social. Põe-se também, e sobretudo, em termos de melhoria intelectual, de afinamento das faculdades de pensar e de enriquecimento adquiridos. Livre pensamento, para começar: “A Maçonaria é livre-pensadora”, dizia o artigo 3ºs da constituiçao de 1926; mas livre pensamento não coincide necessariamente com ateísmo. Já um texto famoso e respeitado dos primórdios da instituição, as constituições de Anderson de 1723, dizia que o maçon que entendesse bem de “arte”, “nunca será um ateu estúpido ou um libertino irreligioso” Mas embora - continuava o texto - nos tempos antigos os maçons fossem obrigados em cada país, a ser da religião fosse ela qual fosse desse país ou dessa nação considera-se agora como mais a propósito obrigá-los apenas aquela religião na qual todos os homens estão de acordo, deixando a cada um as suas convicções próprias(...). Hoje, talvez a maioria dos maçons professe um deísmo ou Teísmo de conceitos vagos e alegóricos, embora não faltem ateus nem crentes de variadas religiões, desde o cristão (!) ao muçulmano, os que todos rejeitam são dogmatismos e exclusivismos confessionais, partidos de futebóis, exclusividades a Deus, retirada hipócrita de Websites da Web.