Quem não tem por hábito andar de “horário”, não sabe a informação que se colhe, o que se aprende sobre as coisas mais diversas (mel de abelhas – do bom – é optimo para as cataratas: um pingo em cada olho por 3 dias alternados, arde, mas vale a pena e dispensa ser operado) e o humor de que se beneficia nessas viagens que cortam a cidade, de lado a lado, de cima abaixo e debaixo acima. Ainda estou a ouvir as gargalhadas de quem a escutou e da própria mulher que disse que a baía de Machico estava assim tão sujinha devido à lavagem de roupa-suja pelos candidatos à liderança do PSD. A mulher nem falou do presidente da IGA, culpado da situação, talvez fazendo de procuradora e deduzindo que o mal causado não ficou provado como intencional para prejudicar alguém.

E o que se tem ouvido, o que ia (e vai) dentro daquele partido!… Que continue o lavar de roupa-suja e assim ficamos a saber mais alguma coisa da podridão que já se conhecia. Da mesma podridão que entrou numa cuba, apelidada de livre, mas que a justiça-lava-mais-branco branqueou - como se fosse à lixívia – só porque os provados crimes dum governo não encontraram as cabecinhas governadoras (?) que demonstrassem prejudicar quem quer que fosse. E até parece que ninguém ficou prejudicado e até parece que não houve crime e até parece que no mundo nunca nenhum governo caiu e até parece que 1.100 milhões de euros é coisa pouca.

Roubar peros ou laranjas é bem mais grave. Se os laranjas roubarem, isso não é nada de importante. Por muito que o povo procure, haverá sempre um ou outro procurador que os defenda.

Mas que grande lmbuzada! Eu lambuzo (?) tu lambusas, eles lambuzam (sobretudo eles). Lambuza o presidente, o secretário, o adjunto, o autarca, o procurador, o juiz, o defensor, o acusador, o ladrão, o sapateiro, o padeiro (e a mulher do padeiro). Vamos todos lambuzar. Portugal está a afundar, mas ninguém deixa de lambuzar.

Estamos numa nova era psicadélica. Na vanguarda estão os importantes da política laranja. É no partido (partido), é na Assembleia (partida), é nas autarquias (mantidas), é nas autarquias em oposição psicadélica.

No psicadelismo da nova vaga está uma marina tapada, vias importantes (?) paradas, um hospital remendado e outro hospital em espera para ver se os psicadélicos vão continuar depois de 2015.

E quando o psicadélico maior ainda quer controlar o que cada um faz, o que diz, com quem anda, por onde anda, que tiques tem, que gostos tem, andam as peças da máquina desengrenada a falar em reduzir o jacpot, quem fale em altruismos.

Ao querer dispensar os aumentosinhos que o novo salário mínimo automatizava no bolo final da mamadeira política, na casa dos psicadélicos.

Enquanto isso acontece, está garantida, antes das eleições, a concluisão da Via Expresso para o Estreito. Para o estreito, para o aperto, para o escuro, para o tenebroso. Expressamente para a morte, após o caos? Tem a palavra o povo. Que seja sábio.

Eduardo Fonseca