Helena Barros No princípio de Setembro saiu no DN uma notícia de primeira página sobre a Via para o Estreito de Cª de Lobos, a de ser a única com possiblidades de ser financiada pela UE, das que estão por acabar.

Uma obra inacabada tem impacto negativo. Mas esta obra concluída será a destruição da paisagem da zona, de muitos hectares de área cultivada, de desprezo pelo edificado que deveria fazer parte da memória histórica da região.

A título de exemplo esta estrada passa próximo da Capela das Almas, que é do princípio do sec.XVIII, da Quinta da Graça, classificada, levando lhe parte e descaracterizando-a, quando é das únicas quintas ainda em actividade, entre muitos outros casos de destruição de património.

A melhoria nas acessibilidades tem efeito dinamizador na economia. A Via Rápida, que passa com colunas acima das encostas, com rotundas desmesuradas, seguido de túneis, é sinónimo de desprezo pela paisagem e mais uma machadada no turismo e nas potencialidades agrícolas da região.