Caros militantes social-democratas Antes de mais, gostaria de felicitar-vos, a todos, pelo momento histórico que estão passando. Daqui a muitos anos, poder – se -ão orgulhar de ter sido, não só testemunhas deste processo, mas atores fundamentais no mesmo. A olhos vistos e com uma pujança assinalável, assiste-se a uma renovação histórica, muito dificilmente repetível, de uma liderança de 37 anos. Uma renovação que explodiu num efervescer democrático, com muitos projetos, muitas ideias, muita mobilização e muita esperança. É tanta a efervescência deste processo, tão mobilizador, que um assunto que diz respeito direto a um universo nunca superior a 10 000 militantes, concentra as atenções da RAM inteira. A Oposição assiste pasmada enquanto este processo concentra todas as atenções e resume-se a andar a reboque do mesmo. Arrisco dizer que nasceram mais projetos, mais ideias, mais caminhos, nestes meses, do que numa década de governação e trabalho parlamentar. O PSD/M acordou e está cheio de energia. Há uma razão objetiva porque não me incluo na felicitação anterior, porque efetivamente não faço parte do grupo que decidirá a conclusão deste processo. A mim reserva-me o lugar de espectador atento e de apoiante convicto do candidato Sérgio Marques. Poderão questionar-vos, muito justificadamente, mas que faz este caramelo metido nesta disputa se não é militante? Não posso descontextualizar a resposta do homem, nem me apraz dá-la sem antes vos assegurar que não pretendo vos convencer de absolutamente nada. Não vou falar do PSD pois não foi por ele que me envolvi neste processo e porque todos vocês conhecerão muito melhor o partido do que eu. Vou-vos falar do homem e porque acredito nele. Espero que isto contribua para o vosso processo de julgamento, de decisão e de participação neste momento, que volto a dizer, é histórico. Conheci Sérgio Marques nos antípodas das condições que seriam expectáveis para a construção de uma amizade. A convergência só foi possível porque ambos procurávamos a solução mais justa num processo de decisão coletivo, embora estivéssemos em posições antagónicas. Ambos fomos postos à prova e resistimos à tentação de não respeitar a absoluta lisura do processo. Mas coube ao Sérgio Marques, nos últimos minutos que antecediam a conclusão e com todas as condições de forçar a solução que ambos considerávamos mais justa, deixa-la cair em defesa da própria essência do processo. Que fique claro, Sérgio tinha todas as condições legais e morais para impor a solução. Nesse dia Sérgio deu-me uma lição sobre como os meios pelos quais se alcançam os fins, são por vezes mais importantes do que a certeza pessoal de que a melhor solução está nas nossas mãos. Sérgio Marques, Miguel Albuquerque, Manuel António, Cunha e Silva e Miguel de Sousa, todos partilham a inerente capacidade de errar que nos caracteriza como seres humanos. O que nos protege muitas vezes dos erros é a capacidade de nos colocarmos fora do nosso próprio contexto e respeitarmos a diversidade, o pluralismo, e os processos que os expressam. A probabilidade de uma pessoa estar errada é maior que 100 pessoas estarem todas erradas e infinitamente maior que 10 000 pessoas estarem todas erradas. Esta é a beleza dos processos de decisão coletiva e a essência da boa governação. O altruísmo e o sentido do bem superior, que Sérgio Marques demonstrou nesse dia, são características que julgo escassear na classe política. Julgo que concordarão comigo que não será comum um político chegar à posição de candidato à liderança sem estar intrincado numa rede de influências e favores. Sérgio Marques colocou-se nessa posição propositadamente pretendendo mandar uma mensagem clara, o coletivo tem primazia sobre o individual. Vocês caros militantes social-democratas, deverão com certeza recordar- se de um político que também cultivava os mesmos valores e que tanto significado teve para a democracia portuguesa e para o PSD. A hora é grave e como de costume atrai o melhor e o pior, Sérgio é a meu ver, o melhor. Por isso caros militantes, estou envolvido nesta candidatura, porque acredito num PSD liderado por Sérgio Marques e num Governo liderado por Sérgio Marques. Acredito, e sou prova disso, que o Sérgio tem uma capacidade única para mobilizar a sociedade madeirense num novo desígnio de desenvolvimento. Deposito em Sérgio Marques a esperança, que por vezes já escasseia, em termos uma Madeira com uma qualidade de vida e prosperidade que nos façam sentir verdadeiros europeus. E por isso luto ativamente, todos os dias, para que um dia tenha Sérgio Marques como Presidente do PSD e Presidente do Governo Regional.
Ricardo Menezes de Freitas