Desempregada Estou desde 2011 inscrita no Instituto de Emprego da Madeira (IEM) sem direito a Subsídio de Desemprego. Estamos em 2014, já passaram 3 anos. Eu podia lhes enviar os inúmeros emails a concorrer a vagas de emprego ou o número de vezes que encaminhada pelo IEM fui a entrevistas de supostas vagas/ falta de pessoal para trabalhar nas empresas que pedem ajuda ao IEM. Infelizmente, estou desiludida e triste, porque quem tem a responsabilidade de garantir que não houvesse exploração de pessoas na Madeira não age, fecha os olhos, porque só um cego não vê. A minha situação actual não é muito diferente dos últimos 3 anos, iniciei a trabalhar numa empresa em Agosto de 2014, encaminhada pelo IEM. Como já aconteceu em outras que o IEM me encaminhou, fiquei à experiência. O meu percurso profissional ensinou-me que qualquer empresa que coloque um funcionário a trabalhar tem de o mencionar à Segurança Social 24h antes do mesmo iniciar o trabalho no local de trabalho, seja ou não apenas um período experimental. Ora estamos a 11 de Outubro de 2014 e não há registo na Segurança Social de que eu esteja a trabalhar na referida empresa. Devo dizer que nessa empresa existem pessoas há meses sem qualquer vínculo à empresa, e não é por vontade própria mas por imposição ou negação dos direitos a que qualquer trabalhador tem direito exercido pela referida empresa. Novidades? Não! Numa outra situação, há algum tempo dirigi-me ao balcão da DRT, na loja do cidadão, para denunciar uma situação idêntica, a resposta que me deram foi que quem quer trabalhar aceita qualquer coisa. Assim andamos nós a trabalhar para encher os bolsos dos capitalistas privados e a esvaziar os bolsos do estado. E dizem-me que a culpa é da crise? Será a crise culpada pela inação dos funcionários públicos que ao serviço o estado deveriam evitar o empobrecimento da Segurança Social, dos Cofres das finanças e da população que trabalha sem quaisquer direitos? Não há horário de trabalho, não há folga, não há limite de horas semanais, não há doença, não há natal, não há férias, não há seguro de trabalho, não há condições de vida honesta! Eu tenho de continuar a trabalhar nestas condições porque preciso pagar a renda do local onde vou dormir ou torno-me em mais um sem abrigo! Espero que este meu desabafo tenha algum efeito.