Não é a circunstância de um despacho de uma procuradora, que determina se um Governo Regional liderado pelo Dr. Jardim, há quase 40 anos, deixa de ser culpado aos olhos do povo, pois existem factos que estão provados publicamente! O processo CUBA LIVRE acabou por dar a conhecer factos inequívocos: 1º) foi OCULTADO do primeiro Orgão da Autonomia, a Assembleia Legislativa Regional, um conjunto de factos consubstanciados numa dívida de 1.100 milhões de euros (leia-se o despacho da Procuradoria-Geral da República na página 62, parágrafo 127); 2º) um determinado membro do governo, então secretário do equipamento social, “nunca deixou de executar a obra programada, mesmo sem dotação orçamental para tal, pelo que este facto integra assim os requisitos objectivos do crime de FALSIFICAÇÃO que lhes foi imputado, sob suspeita, bem como o requisito respeitante ao DOLO GENÉRICO” lê-se na pág. 188 do mesmo despacho; 3º) “os arguidos agiram de modo ilegítimo, cometendo um conjunto de irregularidades e VIOLANDO uma série de princípios relativos à elaboração do orçamento”, refere a página 195-96 do mesmo despacho. Em síntese, diz-se na pág. 192: “ É óbvio que a actuação dos arguidos é censurável, sendo susceptível de responsabilização, designadamente no âmbito do direito administrativo e em sede de responsabilidade financeira (Tribunal de Contas), tendo já, neste último âmbito, sido processados pela entidade competente.” Contra factos não há argumentos e, nem mesmo a tentativa do deputado do regime há mais tempo na Assembleia da República, Guilherme Silva, de procurar branquear os factos aqui relatados, usando falaciosamente um título anacrónico no diário do regime, o JM, fará com que as populações absolvam esta governação jardinista dos últimos anos! Por via da ocultação da verdade, Jardim e os seus sequazes, impuseram a todos os madeirenses e portossantenses um garrote fiscal que é o mais gravoso de todo o país! Por via destas irresponsabilidades, o PSD regional hipotecou o futuro da Região por muitas décadas! Assim sendo, caberá aos eleitores em 2015, fazerem a justiça através do voto, dizendo se querem uma MUDANÇA de regime ou pretendem continuar como estão.

Lopes da Fonseca Líder parlamentar do CDS