O Partido Social Democrata vive um dos momentos mais importantes da sua História com o processo eleitoral que (poderá) marcar a sucessão do Líder de décadas, Dr. Alberto João Jardim. Mal seria se, decorridos estes anos em que o PSD/M tem tido uma liderança forte, o processo eleitoral não constituísse assunto, para militantes (votantes e não votantes) e para não militantes (simpatizantes ou não). De resto, a experiência que tivemos em Portugal de (des)governo socialista e que agora experimentamos – por exemplo - na Câmara do Funchal ou na Câmara de Porto Santo - é mais do que bastante para que todos tenhamos um mínimo de preocupação pelo possível “desarranjo interno” do PSD/M - um Partido de poder - que não pode/não deve / não poderia/ não deveria - perder tempo com questões “tri-acessórias”. As instituições que conquistam um espaço referencial na organização da comunidade, neste caso, um partido político como o PSD/M com provas dadas de capacidade de governação – não podem ser desbaratadas como “rifa a pataco” em fracções de segundos. É aqui que entramos, todos, como militantes, activos e participantes, neste processo da escolha do melhor líder. Os militantes querem saber do futuro e da capacidade de resposta do PSD/M perante os desafios da crise económica. As eleições no PSD/M não são o Baile da Rosa! Mais do que aclamar o melhor vestido e ovacionar as “personalidades reconhecidas”, é preciso saber que préstimo têm (ou seja que projecto têm) para servir à causa pública. Bom seria que, tal como durante estes anos, as divergências ficassem contidas no seio interno, onde efectivamente devem ser tratadas, em vez de servir para alimentar páginas na imprensa e nas redes sociais, onde algumas reflexões profundas sobre o “sexo dos anjos” e sobre o “ovo e a galinha, quem apareceu depois”, em nada contribuem para um processo que se exige sério e responsável. Para mais, parece que existe uma amnésia geral de alguns protagonistas quanto ao legado do PSD/M no desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira. Vai-se lá perceber porquê??! Desde que os militantes não o esqueçam… é o que mais importa! A escolha de cada militante deve ser livre e consciente! O candidato que assim for escolhido, seguramente será bem sucedido.

Rafaela Fernandes