Acabou o Cuba Livre, mesmo que judicialmente ainda possam surgir os habituais recursos da parte de quem perde. Era inimaginável uma conduta criminosa por parte do governo regional, no seu colectivo ou de um ou vários membros. Mas se terminou o Cuba Livre, não acabou a Queda Livre. A Queda Livre da nossa situação financeira, económica e social. Das obras inacabadas que nunca poderão ser concluídas dentro dos objectivos que justificaram a mobilização de centenas de milhões de euros para a sua construção. Das obras que mesmo acabadas não servem para rigorosamente nada, e por isso estão abandonadas. Das obras que por falta de manutenção estão desprezadas e com uso interrompido. Queda Livre na confiança que depositámos nos que nos governaram após a limpeza financeira do final do século feita por António Guterres. Um momento único na História da Madeira: ter já realizado praticamente tudo o que era necessário e não ter dívida pública. O milagre que Alberto João Jardim conseguiu, foi destruído com a mudança de governo feita no ano 2000. Um mau colectivo, onde certamente cada uma das suas individualidades não oferecia a melhor competência, e que numa política financeiramente irresponsável, condenou a Madeira e o Porto Santo a décadas de sacrifícios desnecessários e que farão com que pela primeira vez na História da Madeira estejamos na eminência de uma geração viver pior que a anterior. Gastaram quinze mil milhões de euros em dez anos. O equivalente a trinta ampliações do aeroporto da Madeira. Esconderam mais de mil milhões de euros de despesas. Não é crime. Em absoluto. Podem continuar a tirar do controlo da Assembleia. Está autorizado. Pelo próprio Ministério Público. Em definitivo. Deve ser por esta legalização do que se julgava ilegal que alguns membros deste governo regional querem continuar. Gastam e, um dia, nós ficamos a saber. Para pagarmos. Sim, para dizermos ao povo que tem mais a pagar. Porque pagar não é com esses governantes.
Miguel de Sousa Candidato a líder do PSD-M