
Este texto chega tarde, com mais de uma semana de atraso, mas manda a consciência que o publique, mesmo que ao ser lido já a vida tenha seguido o ritmo frenético de um tempo em que a memória perde para o consumismo e o mediatismo artificial da era 'big brother'. Um tempo a que o Paulo procurou adaptar-se – foi um dos primeiros entusiastas da net e do software livre – mas que não foi nada simpático com ele. Tive o privilégio de entrevistar, conversar, trocar ideias e confidências com um homem da dimensão de Paulo Martins. Corajoso, coerente, fiel aos seus princípios e ideologias. Um homem que valeu a pena conhecer e estar entre aqueles a quem dedicou alguma atenção e simpatia. Um político que é referência incontornável na política da Madeira. Um homem que foi respeitado, praticamente por todos com quem contracenou no palco da política, mas que também foi alvo de todo o tipo de ataques e injustiças. Até chegou a ser agredido por dizer a verdade. O Paulo vai deixar saudades. A Madeira e a política precisavam de mais homens desta dimensão. Infelizmente são cada vez menos.