R.G. “Saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, pôr a sinceridade das posições acima dos jogos pessoais, isso é política que vale a pena”, cito Francisco Sá Carneiro. Uma política que vale a pena não é aquela que está cada vez mais distante e arrogante da sociedade. Uma política que vale a pena não é olhar para dentro, mas sim para fora, ouvindo as pessoas, anseios e problemas. Deixemos de pensar que a política é um emprego, que o objectivo principal é manter o seu cargo, a sua posição. Uma política que vale a pena tem de ser encarada como uma missão, com humildade, responsabilidade e respeito pelas pessoas que confiaram nos políticos. Falta humildade na política, pois é importante que um político seja humilde para admitir os seus erros, inteligente para aprender com eles e maduro para corrigi-los. Uma pessoa jamais poderá ser político não assumindo as suas responsabilidades. Deixemos de utilizar a política para atingir os seus próprios interesses, bens e lucros. A política que vale a pena não é se deixar ficar pela indiferença, virar a cara à realidade, é, sim, “romper a tempo” o que está errado, “pôr a sinceridade das posições acima dos jogos pessoais”. Então veremos que os políticos serão encarados de outra forma. Errado está o político quando pensa que a política faz-se só com partidos. Pelo contrário, “(…)o diálogo, abertura e consenso são indispensáveis em democracia, dentro e fora do partido, implica respeito pela liberdade das pessoas, pela sua dignidade, implica franqueza, crítica e frontalidade de posições”, cito novamente Francisco Sá Carneiro. Deixemos de ouvir as pessoas só em altura de campanha, de discursos decorados e bem preparados. Uma política só vale a pena quando há pessoas que valem a pena!