Sendo um declarado apoiante de Sérgio Marques, não sou carneiro, nem gado para ir atras de alguém sem ter sentido de crítica. Também nunca foi isso que o Sérgio me pediu. Ao invés pediu-me para ser crítico, uma vez que na crítica honesta o homem se constrói, através de reflexão, do entendimento de vários pontos de vista. Na diversidade, e tentando entender a mesma poderemos escolher em maior consciência. Tenho visto vários candidatos a lideres do meu partido, e são quase todos, a darem uma verdadeira lição de democracia, ao ser quase unanime que é nesta discussão que o PSD Madeira irá crescer. Por outro lado, dois textos recentes, me fizeram refletir, um do Dr. Francisco Santos, e outro do Dr. Ricardo Vieira. Ambos foram assertivos, importantes, acima de tudo honestos. A todos os candidatos vejo algumas qualidades, e alguns defeitos, mas sejamos verdadeiros, São Homens. Se fossem deuses então poderia exigir mais. Sendo os cinco homens como escolher? A esta questão tenho que refletir sobre as virtudes e defeitos, e se os candidato são virtuosos e ou “defeituosos”(entenda-se este defeito meramente literário). Temos gostos para tudo, atuais governantes, atuais deputados, ex lideres camarários, ex deputados europeus. Temos um que foi o primeiro em 2012, que desafiou o atual líder. Criticado por uns, amado por outros, sejamos honestos, tem valia por isso. Esse facto é seu, e ninguém se apodera dele, no entanto tem na sombra 20 anos de governação autárquica, de ter descoberto a sua mais valia apos a sua impossibilidade de recandidatura a câmara. Temos outro que ia ser candidato, e não foi, homem de confiança do atual líder, isto é, tem uma virtude, abdica em prol do seu mentor, sejamos sérios, é natural…. Temos outro, que é o Delfim, amigo do líder, sempre a seu lado desde 2000 o seu numero UM, mentor de sociedades publicas, de alta craveira intelectual, mobilizador daqueles que se colocam a sua roda, astuto, abnegado, mas não pode deixar de se culpabilizar pela derrapagem orçamental, por erros que hoje todos pagamos, e nossos filhos também ainda pagar. Depois temos, um homem já com craveira governativa no governos regional, hipotético líder nacional no tempo de Santana Lopes, líder que foi no desporto, gestor de excelência, que apresenta um slogan de campanha sobre um projeto, “abanamos a arvore e temos solução”, homem por vezes seco, duro nas palavras, mas não pode depois destes anos todos dizer que é contra isto e aquilo, terá um lugar na politica regional certo, não sei se será aquele que este desejaria com vista a manter o seu “status quo”. Todos estes numa demonstração de forças apresentaram mais assinaturas que militantes, um mais comedido foram 600, outros vencedores foram todos mais de 1000. A soma destes já são mais as assinaturas que militantes. Depois temos o Sérgio. Dizer que o Sérgio Marques é serio, é consensual. Dizer que é honesto, é um facto. Dizer que o Sérgio não tem esqueletos é Unânime. Então que dizer deste Sérgio? Começo pelo início. É militante de base. É um Homem, livre e de bons costumes. Aquando a sua candidatura, o mesmo expressou que se candidatava, por um Pacto de Confiança. O Sérgio tem um projeto, tem demonstrado saber dos dossiês, conhece a nossa realidade, tem contactos a nível nacional, o seu perfil encaixa no que será de certo o futuro líder nacional. É um homem de diálogos, de consensos, sem sede de protagonismo. Foi membro e deputado regional, assumiu com altruísmos o mandato de ser nosso eurodeputado por 10 anos, fê-lo com sentido de missão, a bem da Região. Saiu desse mandato, e não voltou a política ativa, retornou a sua condição de funcionário publico, foi sempre membro da comissão política do PSD Madeira, até ao dia em que a sua consciência, e já depois de se assumido a sua candidatura, achou que para manter a sua dignidade deveria renunciar, e assim o fez. Sem alarido. Candidata-se porque acha ser o único que pode Unir o partido, que poderá renovar sem demagogias, sem usar slogans de isto e daquilo (e caso cheguem lá, deixarão tudo na mesma). Apresentou a sua candidatura com a proposição de 200 assinaturas, e a única razão era, de que como desconheciam os proponentes a sua situação individual em relação as quotas, e por mera cautela, apresentou esse número por ser o número razoável para garantia da validação da sua candidatura. O Sérgio também tem uma característica única, e é consensual em relação aos outros quatro candidatos, todos gostariam de ter o Sérgio nos seus quadros, de apoio de trabalho. Interessante. Nove em cada dez eleitores desconfiam da política, dos políticos, era o que dizia ainda umas semanas atras num estudo. Assim é premente alterar a forma de fazer politica, e disso temos duas vias; A primeira seguida por partidos populistas que bailam por aqui, fenómeno igual ao que surge agora no continente, com partidos novos de caris populistas, demagogos, que mais se assemelham a um circo, ou comédia degradante, onde a sátira e o escarnio e mal dizer são armas de arremesso aos políticos e politicas instalados. Outra forma é a credibilização da política, e isso só se faz com escolhas em homens sérios, e com espirito de missão, de servir e não servir-se. A figura do politico dos anos 30-40-50, até de Sá Carneiro, de homens que estão na politica por debate de convicções, sem dela nada mais esperar, a não ser deixar um futuro melhor as próximas gerações, com convicção que no dia que a abandonarem as suas funções terão deixado um legado positivo, na forma, conteúdo e na vida dos seus semelhantes. São estas qualidades reais que reconheço no candidato Sérgio Marques, não é mais do mesmo, é diferente, não anda de slogans, não anda na sátira, não é demagogo, é real, sente o Partido, a Região o Pais. Revejo-me no Sérgio, por isso apoio, acredito nele por isso estou com ele.
PS: Apenas espero que o Sérgio seja o meu Presidente, a bem do Partido e da Região, mas numa coisa estou certo, o Sérgio irá sempre ter mais votos que os proponentes, e nisso já é vencedor. Como Ricardo Vieira dizia, prometem, prometem votos a todos mas cada um terá a sua consciência. Que se vote em consciência. Bem hajam a todos.
Saudações sociais democratas.
Paulo Pita da Silva