Laura Pereira Numa altura em que se fala tanto no estado da educação em Portugal, nos erros e atrasos da responsabillidade do respectivo ministério tutelar da pasta, venho falar em meu nome e de vários encarregados de educação, sobre outros responsáveis directos em cujas mãos se encontram a direcção, gestão das escolas, que a par dos problemas públicos, acabam por internamente ter grande influência e provocar danos e prejuízos pessoais nos estabelecimentos dos quais têm a sua tutela e direcção.
Falo dos directores de escola.
Como é sabido, dentro das funções do director escolar cabe a gestão democrática nas tomadas das decisões, que trabalhem em equipa com os professores e colegas, ajudando-os a identificar suas necessidades, para que possam adquirir as habilidades necessárias para a uma formação de qualidade. Devem ser capazes de ouvir o que os outros têm a dizer, delegando autoridade e dividindo o poder. É ao director que todas as personagens escolares levam suas ideias, seus desejos e seus problemas, daí a necessidade de ser uma pessoa aberta ao diálogo, que seja firme, calma, capaz de encorajar nas horas de desânimo e de estimular nos momentos de entusiasmo, tornando assim a escola um lugar prazeroso, contribuindo para que desse modo todos os intervenientes na instituição escolar desenvolvam o gosto pelo conhecimento e aprendizagem.
Infelizmente, esta não é uma situação vivenciada na Escola EB1 da Lombada, freguesia de São Martinho, em cuja direcção temos exactamente uma pessoa caracterizada pela frieza de sentimentos, total indiferença pelos alunos, fechada ao diálogo com os pais /encarregados de educação, e em que detém uma atitude de total despotismo e autoridade sob os professores que de algum modo ponham em questão a sua direcção, na defesa dos alunos. Prova disso é o que se verificou pela saída em massa de alunos do 4º ano, em que as decisões tomadas pelos seus encarregados de educação, não obstante ser o último ano de frequência naquele estabelecimento escolar, optaram por essa medida, coadjuvado pelo facto de terem perdido naquela escola um forte elo de ligação, defensor do bem estar dos seus filhos.
Ao director da escola, mais do que cuidar dos orçamentos, calendários, quem dirige a escola, precisa de ser educador, estar ligado ao quotidiano da salas de aula, conhecer alunos, professores, e pais. Ser humano. Só assim poderá ser um bom líder e não apenas alguém com autoridade.