Um processo eletivo num partido político, como o que vive no PSD-Madeira, coloca aos militantes o desafio de escolher um projeto que tem na sua base um programa e um perfil. O envolvimento das pessoas na campanha traduz a vontade dos militantes em participar e em fazer parte da decisão - seja ela qual for - o que deve ser entendido como sinal de um Partido dinâmico, logo, vencedor, e não para “contar espingardas” para o dia “D”. O empenho em debater propostas e ações concretas demonstram que os militantes sociais-democratas estão ativos e querem a vitalização do partido, e como tal, nenhum candidato tem legitimidade em exercer qualquer pressão, direta ou indiretamente, através de emissários, que pretendem se apropriar da vontade do militante, nomeadamente pela desmobilização nas ações de campanha. Dizem-se democratas, mas praticam o que sempre diziam criticar. A nossa candidatura definiu um código de conduta: -A Madeira é a nossa prioridade, o partido é instrumental e um meio para concretizar as soluções necessárias para o futuro. - As ideias são aquelas que a sociedade precisa que o Partido execute e nunca o que o Partido ou um qualquer candidato impõe à sociedade. - Recusamos, por mero oportunismo eleitoral, atacar companheiros de partido. Os candidatos valem pelo seu projeto, que inclui um perfil e um programa. - Não faremos o jogo do adversário apontando críticas à conduta, às capacidades, as concretizações ou limitações de cada candidato do PSD-Madeira. Todos os candidatos, sem exceção, têm virtudes e defeitos, ao contrário do que alguns procuram fazer parecer. - A nossa campanha assenta na relação com o povo. Não temos máquinas de propaganda, meios financeiros ou proteções que nos permitam andar em parangonas sobre aquilo que defendemos ou sobre o que propomos. - Não contribuiremos para sacrificar o partido para vencer as eleições; até porque acreditamos que aqueles que o fazem não terão condições para assegurar a união do PSD. - Declinamos fingir que nunca estivemos ligados às decisões no PSD-Madeira e onde este interveio. Muitos dos que agora criticam foram decisores em momentos chave do partido e todos podiam, na hora, ter dito não, caso quisessem. - A nossa candidatura não tem paternidade de ninguém a não ser dos militantes. - A candidatura não nasceu por indicação, nem a convite de ninguém, nem em nenhum gabinete de advogados ou em grupos de empresas. - Desejamos todos os apoios no PSD e contamos com todos os companheiros. Ao mesmo tempo que não esconderemos qualquer apoio, pelo que todos conhecem os que nos apoiam e todos conhecerão os que vierem a apoiar. - Não mudamos para a candidatura ao PSD-Madeira. Todos nos conhecem e garantimos que no futuro, se merecermos a confiança dos eleitores, seremos aquilo que sempre fomos: próximos, atentos e disponíveis. Não mudamos para a campanha, não mudaremos depois de eleitos. - Estamos na vida política com equidistância em relação a todos os interesses, nomeadamente os económicos e apenas para servir o bem comum. -Defendemos uma completa separação entre política e negócios e não deixaremos que os interesses económicos se atravessem à frente do interesse público. É essa a diferença e é também sobre isso que os militantes terão de escolher. Os militantes e os madeirenses vão ser chamados a escolher um perfil para os seus governantes. Vão ter de escolher entre os que resolvem os seus problemas e os que querem resolver os problemas de todos. [email protected]

Manuel António Correia Candidato a líder do PSD-M