Permitam-me, antes do mais, que felicite os 5 candidatos à liderança do PSD-Madeira pela sua postura no debate organizado pela RTP-Madeira. Mas também (apesar de advogado em causa própria) os 75 apoiantes que estiveram naquela noite nos estúdios da televisão. Em especial pela forma como, independentemente das opções de cada um, souberam, de forma distendida, aberta, e mesmo cúmplice nalguns casos, dialogar antes e depois do debate (já que o durante nos foi obviamente vedado) sobre todos os temas (e mais algum). Se dúvidas houvesse, a noite de gravação do programa demonstrou, cabalmente, que estamos à altura da dimensão do nosso Partido, e que, na hora própria, demonstraremos à Sociedade Madeirense que sabemos quem é e onde está o nosso adversário. Dito isto, continuamos a acreditar que seria pertinente que a RTP-Madeira ponderasse da hipótese de viabilizar a realização de debates a 2, que creio que teriam a vantagem de demonstrar, de modo mais claro aos militantes do PSD (os mais interessados em 1ª instância), quais as perspectivas, visões e propostas de operacionalização das políticas que cada Um defende, quer para o Partido como para a Madeira. Fica o desafio ! Noutro plano, tal como sempre o entendemos desde que o processo se prefigurou e agora confirmado com o cirandar pela Região em sessões de esclarecimento, creio que nada de melhor poderia ter sucedido ao PSD, após uma liderança carismática de 40 anos. Efectivamente, para além do momento ser histórico e crucial, e a justificar desde logo um maior envolvimento, a verdade é que a existência de meia dezena de candidatos induziu o arrastamento, para a “luta”, de mais militantes, com todas as vantagens inerentes. A realçar, e interessantíssima de observar, é a reaproximação de tantos que pareciam afastados; de outros que cramavam desilusão; e de muitos que perceberam, afinal, que o PSD não era o “bicho-papão” de que lhes davam nota, sendo que até se justificava a sua aproximação ao mesmo, em ordem a contribuir para o futuro da nossa Terra. E essa é a melhor nova que poderíamos ter ! Haja agora a capacidade de sermos capazes de não desbaratar a oportunidade, garantindo que o processo eleitoral é transparente e que se discute o essencial (e não a picardia e a “petite histoire”), por forma a sermos capazes de envolver, num 1º momento, todos os militantes do Partido, e, num 2º, a Sociedade Madeirense, em torno do que é, e tomando como referência Martin Luther King, o nosso Sonho para a Madeira. Sonho, sabemo-lo, que não pode deixar de ter como objectivo central e preocupação maior o desenvolvimento da Cidadã e do Cidadão Madeirense, pelo que todas as opções ao nível do “instrumento” que são as políticas públicas (e dos recursos a alocar a cada uma delas) devem ser implementadas de forma a persegui-lo e a garanti-lo, pois só essa acção permitirá contribuir para uma Sociedade mais rica, mais inclusiva e mais justa, numa palavra, melhor ! PS — Mantendo o acima exposto no seu contexto preciso, não posso deixar de lamentar a forma e a substância do último artigo do candidato Miguel Sousa, por insistir no registo da sua desresponsabilização total sobre o que se passou na Madeira desde 2000 (apesar de ser membro da Comissão Política do PSD e Vice Presidente do Parlamento no período sobre que ora põe tudo em causa) e, neste caso, por atentar ainda contra a dignidade de um companheiro de partido, o Sérgio Marques, a quem, mau grado não ser seu apoiante, envio um Abraço Solidário.

Francisco Santos Militante do PSD-M