Pressionado, desta vez não só pelo número de caracteres como sobretudo pelo tempo, adopto um método diferente do habitual, deixando algumas notas para reflexão, cuja única relação entre elas consiste no facto de me terem suscitado interesse:

- Li com surpresa o elogio recente feito ao Sr. Vice Presidente pela capacidade de ter pensado e montado um plano estratégico para a Energia na Região. Julgava que isto da estratégia não era para nós, exímios navegadores à vista, pelo menos a julgar pelo que vejo e oiço em relação ao Turismo;

- Pasmo igualmente perante os gastos com esta campanha eleitoral. Pelo que percebi de uma leitura recente, que não consegui validar, todas as candidaturas são subvencionadas pelo Estado consoante determinados requisitos, de dimensão e resultados obtidos, por exemplo. Voltando a fazer o paralelismo, quanto se gasta mesmo em promoção do destino, que pretende atingir um universo infinitamente mais disperso e numeroso de “eleitores” e qual o critério? Atenção que não tenho nada contra os custos inerentes à democracia, o que critico é o resto;

- Pelos vistos, numa recente inauguração, o nome de um dos candidatos já constava da lista de entidades saudadas pelo promotor do investimento. Gostava, muito sinceramente, que percebêssemos todos, sobretudo os que nos dias como os de hoje têm a coragem de avançar com investimentos, que isto da subserviência em relação ao poder político não só é desnecessário como tem que ser chão que já deu uvas;

- Espero que as recentes performances do destino sejam bem percebidas por quem de direito, tão atreitos que são a recolher louros indevidos. E, igualmente, que se entenda a dificuldade em aproveitar de forma plena estes factores conjunturais, atendendo ao estado em que o Funchal se encontra, com as obras, os congestionamentos e o comércio em luta pela sobrevivência.

Muito confuso? Espero sinceramente que não mais do que o habitual...

André Barreto