O Estado-Nação é o principal obstáculo ao livre funcionamento de uma política baseada nas leis da livre concorrência.
O Estado-Nação cerceia a liberdade.
Panifica, constrange, polícia, regula, aplana.
Os seus objectivos igualitarizores são justificação e pretexto para que o Estado se possa imiscuir ferozmente no domínio da iniciativa privada.
Há que proclamar o fim do Estado-Nação como o conhecemos hoje
O sistema político deve depender em - absoluto - da esfera empresarial, orientar-se pelas regras do mercado. Para tal, há que desmistificar o absurdo paradigma segundo o qual uma Nação deve centralizar o conjunto das suas instituições políticas, jurídicas e administrativas num único aparelho estadual. De facto, porque não dois , três ou até mais estados em cada nação? E porque não permitir que um Estado que se revele particularmente competitivo se torne multinacional?
Há que fundar e urgentemente o Estado-empresa. Apenas, assim, poderão os cidadãos, proclamados consumidores, livre e democraticamente eleger (consumir ), entre vários estados possíveis, aquele que melhor relacção qualidade-preço apresentar.
O princípio da igualdade social colide com o da liberdade.
Um Estado igualitário não pode, por definição ser um Estado libertário. Os cidadãos que não possam reclamar o seu direito a escolher um aparelho estadual diferente do dos seus vizinhos, familiares ou amigos não são verdadeiramente livres. Só no interior de um sistema político concorrencial, a liberdade do eleitor-consumidor está garantida. O mercado político deve estar em condições de oferecer a cada um dos eleitores-consumidores um leque alargado de estados-empresa. Estes, possuidores de cartões « electro-magnéticos » de consumo eleitoral personalizado, poderão optar pelo estado que melhor « pacote» global lhes ofereça. Não há que votar, que se submeter às escolhas de uma maioria de cidadãos eleitorais. Basta escolher qual a configuração estatal mais adequada a cada um. É premente, que cada cidadão, individual e livremente, possa relacionar-se com o « seu » Estado, e se possa sentir um consumidor satisfeito. Escolhido o aparelho jurídico, o sistema de serviços públicos, o programa energético e económico, o regime tributário que mais convém ao seu caso particular, cada cidadão se submeterá às condições de utilização, às restrições de garantia e beneficiará das vantagens específicas que a empresa de serviços estaduais proporcionará.
A concepção de « Estado » é exterior á definição de « Nação ».
A sua relacção de interdependência não é mútua nem necessária. Porque um Estado monopolizador necessita impor a ilusão de que a sua influência deve estender-se a toda uma Nação, isso não significa que uma Nação não possa relacionar-se com mais de um aperelho estadual. Para acabar com o Estado-monopolizador e o regime de dominação repressiva, seja minoritário ou maioritário, para possibilitarmos que o capitalismo libertário e concorrencial funcione sem restrições, basta que novos estados possam constituir-se e venham oferecer os seus serviços como qualquer empresa que aceita submeter-se ao jogo do mercado.
Renata Camacho