Estamos em pré campanha eleitoral para as autárquicas que se realizam no penúltimo dia deste mês de Setembro, já inicio do Outono, quando as árvores e outras plantas deixam cair as folhas por terem chegado ao fim da sua vida e dar oportunidade a uma nova rebentação na próxima Primavera.
Sempre que ouvimos a palavra Primavera, de imediato vem ao nosso cérebro, uma nova vida, o reaparecimento da esperança que nessa nova vida haja uma mudança para melhor, que não voltem as coisas más, que tudo seja diferente para melhor…
Entre o Outono e a Primavera situa-se um hiato de vida, o Inverno, onde as plantas quase que hibernam, vivem em dormência, retemperando forças para que na estação seguinte surjam com pujança, cheias de vigor com grande vontade de crescer, de produzir com muita qualidade…para quando chegar o período da maturação e da colheita se obtenham resultados positivos…Este ciclo repete-se até que atinjam o limite da vida, quando o entusiasmo abranda, deixando de aparecerem coisas novas, as colheitas deixam de ter qualidade e algumas vezes é necessário fazer umas podas de rejuvenescimento para tentar salvar alguma coisa, ou então, voltar a plantar depois de revolver todo o terreno para que se dê uma meteorização do solo, permitindo que uma nova vida surja com boas colheitas….
Parece-me que poderemos fazer esta comparação de vida vegetal com o que se passa na nossa vida política. A cultura que esteve plantada desde o 25 de Abril, está esgotada, está decrépita, não vegeta como deve ser, faltam ideias novas, os “ agricultores” deixaram-se ultrapassar tecnicamente e seguimos no ram-ram do dia a dia, procurando justificar o injustificável e tentando uma poda de rejuvenescimento naquilo que está totalmente decrépito, com a Madeira cheia de caruncho, que nem com bondex tem safa.
Tenho assistido calmamente ao que se passa à minha volta, no que toca à política, vendo partidos a dizerem ao contrário do que pensam fazer e daquilo que querem que o eleitorado pense. PSD e CDS os grandes responsáveis pela situação a que a Madeira chegou, quer a nível regional, quer nacional, a tentarem convencer o eleitorado que não tem nada a ver com isso. O primeiro quer manter a todo o custo a autarquia da capital, obrigando candidatos a mudar de opinião não sei quantas vezes, agarrados com unhas e dentes ao poder….o segundo que recusou entrar na coligação Mudança, pretende ser a bengalinha do PSD, como já aqui afirmamos, mas este partido diz que não faz acordos com o CDS. Vejamos qual o que fala verdade…O PCP, partido coligado em muitas autarquias no continente com o PSD, e que também recusou fazer parte da Mudança, não conseguirá o número de votos suficiente para ser bengalinha do PSD. Resta a Mudança, num grande crescendo de popularidade e de apresentação de propostas concretas. Conseguiu arranjar uma lista para a Câmara do Funchal, verdadeiramente paritária, com cinco mulheres e cinco homens na vereação, todos com experiências dadas e um candidato que está a ser um fenómeno interessante de confiança popular. Tudo indica, pela única sondagem até agora publicada, a um mês do acto eleitoral, poderá muito bem retirar a maioria ao PSD. As listas para as Juntas de Freguesia, encabeçadas por candidatos, na sua maioria licenciados com experiência nas mais variadas áreas, sorridentes, simpáticos e dispostos a trabalhar para o povo…
Noutras autarquias pode haver mudanças interessantes, ao ponto do PSD deixar de ser maioritário tanto nas Câmaras, como nas Juntas de freguesia.
Tudo se encaminha para a tal Primavera da esperança, num futuro melhor para toda a Região. Bem hajam todos os que se sacrificam pelo bem estar do povo madeirense.
Duarte Caldeira Ferreira