A companhia aérea portuguesa TAP apresentou ontem na Feira de Turismo em São Paulo sua carta de vinhos para 2014, com exemplares selecionados numa prova feita a uma altitude de 30 mil pés.
"Não são os vinhos que mudam com a altitude, mas sim as nossas capacidades olfativas e gustativas. Em alguns casos, os melhores vinhos em terra não correspondem os melhores em altitude", afirmou o enólogo João Paulo Martins, durante a apresentação da nova carta.
Para fazer a seleção, foi feita primeiro uma prova-cega (com os rótulos tapados) em terra, com 40 vinhos tintos, 40 brancos e 10 espumantes. Os júri foi constituído de nove especialistas, dos quais seis portugueses e nove brasileiros.
Classificaram-se para a prova aérea dez vinhos tintos, dez brancos e quatro espumantes mais avaliados. De seguida, a companhia aérea realizou uma contraprova, em dois vôos entre Lisboa e o arquipélago dos Açores, a bordo de um A330.
O resultado mostra que os vinhos brancos e tintos jovens, aromáticos e frutados resultam melhor em altitude do que os vinhos mais alcoólicos, complexos, com madeira e taninos mais pronunciados, segundo a TAP.
Entre os 18 vinhos escolhidos (13 para a classe executiva e 5 para a económica), há garrafas da Bairrada, do Douro, do Tejo, do Alentejo e do Dão.
A apresentação da nova carta foi feita durante a 41ª Feira de Turismo das Américas da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV).
A TAP informou ter servido a bordo no ano passado 700 mil garrafas e ter vendido, por meio das Lojas Francas, 800 mil.
