M.R.F.C. Tal como o autor da última carta (com o mesmo título), eu também não sei o porquê do “funil” na Rua D. Carlos I. Mas também não sei o porquê da “cangalhada” à volta de um chafariz centenário que lá está próximo, junto ao restaurante Almirante, no Largo do Poço. A C.M.F. autoriza toda a cangalhada no espaço público a esse empresário de restauração. São luzes de natal todo o ano, é o fecho do largo a seu bel-prazer, é usar o monumento público (chafariz) como Sideboard para arrumação de bandejas, saleiros, pimenteiros e restantes objectos de apoio ao restaurante, é fechar com ferros a passagem da Rua Sta. Maria para a Rua D. Carlos I, etc. É uma privação total de um espaço público, pois esse restaurante não se contentou com a autorização que a C.M.F. lhe atribui para o simples uso da esplanada no terreiro. Até se deu ao luxo de fazer, sem muitos custos, uma marquise fechada para aumentar a sua sala privada de refeições em pleno terreno público. Um espaço público que está fechado ao público 24h/dia para lucro privado (e como esse, há outros). Será que todo e qualquer restaurante turístico do Funchal teria as mesmas benesses, se as pedissem o mesmo à C.M.F.??? A Câmara autorizou, não sei a que propósito nem a troco de quê, toda a cangalhada abusiva no Largo do Poço, e agora também o funil dos canteiros de betão na estrada para salvaguardar o conforto dos clientes do restaurante. Sr. Jorge Pereira, a lei desta terra é como um “Funil”: em cima é para os amigos e em baixo é para os escravos. Talvez seja esse o porquê daquele “funil” no fim da Rua D. Carlos I.