Sandro Rodrigues (...) No passado sábado dia 24 de Agosto, em Água de Pena, duas cadelas mãe e filha desapareceram de casa, devido a um portão mal fechado. Durante quatro dias andaram perdidas, com medo e à fome e foram procuradas com muitos contactos, perguntas, cartazes, algumas pistas que as indicavam por aqui e ali. Mas foram para elas quatro dias de vitória, de sobrevivência e sempre juntas, mãe e filha.

Na manhã de terça, dia 27, foram recolhidas no aeroporto e transportadas para a SPAD Madeira, dito espaço seu protector. Quando soube, liguei à minha companheira que passou por lá pouco depois das 17h.

Lá chegada, deram a notícia de que a cadela mais nova tinha dado entrada com uma fractura na pata e então tiveram que a abater! O QUÊ?!?! Então onde supostamente deveriam recolher, cuidar e proteger animais, como dito no próprio nome, em poucas horas recolhem, seleccionam e ABATEM uma vida inocente que depois de ter sobrevivido quatro dias horríveis mas sempre ao lado da sua mãe, é-lhe simplesmente tirada a vida?

Desculpem a comparação, mas a revolta só me lembra um outro espaço terrível em que as pessoas entravam e viam sobre o portão as palavras “Arbeit Macht Frei”, uma mensagem de esperança que não fazia antever o que se passava lá dentro. O mesmo acontece com a Sociedade Protectora de Animais Domésticos, que é apenas um espaço de recolha e abate de vidas inocentes, cheias de medo e sem terem quem as defenda. São vidas menores, tal como as outras acima referidas foram tratadas.

Esta Sociedade tem a lata de culpar as pessoas que não identificam os seus animais. É verdade que se pode e deve fazer isso, mas então todas as vidas que não tenham essa distinção podem ser legitimamente abatidas? Devo ser dos poucos que vê a total podridão desta instituição! Mudem-lhe o nome!