N. M. M. Sempre que se acendem os fogos, nas nossas serras, muitas vozes vêm reclamar o uso dos meios aéreos para os combater.

Creio que foi no ano passado que o DN fez uma grande entrevista a um expert sobre a matéria que era apologista do uso desses meios para combater os grandes incêndios. Como não seria de admirar o tal expert tem grandes interesses no uso desses meios pois é o operador de tais meios, logo com interesses económicos.

Não sou a favor nem contra o uso de tais meios pois não percebo nada do assunto e não gosto de dar a minha opinião quando desconheço. Quem não fala não diz asneiras.

Não resisti a intervir pois li em tempos um artigo, sobre o assunto, e que infelizmente não me recordo onde, que me leva a expor para que os entendidos e não os experts possam averiguar e chegar à conclusão de que na Madeira também é viável o uso de tais meios.

Nas páginas do leitor de um DN recente um leitor escrevia que na Madeira não havia falta de água, por estarmos rodeados de Mar, para abastecimento das aeronaves de combate a fogos.

Aqui é que surge a minha dúvida pois no tal artigo vinha a referência do uso da água do Mar no combate aos fogos. Por ser salgada o seu uso era prejudicial ao terreno onde era espalhada tornando-o estéril.

Após os fogos a natureza encarrega-se de fazer renascer a vida tal como acontece espontaneamente após as queimadas naturais em África.

Quem tem terrenos, que no inverno são invadidos por ervas daninhas, sabe perfeitamente que uma das formas de combater essa infestação é utilizar água salgada.

Por ter lido este artigo, e por pretender continuar a ver as serras da Madeira verdes, lanço este alerta para que os decisores antes de agirem se certifiquem quais as melhores formas de combater os fogos minimizando as consequências.

Agradeço ao DN por nos dar a oportunidade de exprimir os nossos sentimentos.