Miguel Fonseca A 4 de Outubro de 2012, como vereador do PS, participei numa reunião da Câmara Municipal de Santa Cruz em que foi votada a ratificação do despacho da realização de despesa relativa à participação do município de Santa Cruz no Congresso da Associação Nacional de Municípios. Abstive-me na votação deste assunto, bem como um elemento do JPP. Os outros dois elementos deste movimento votaram contra. Acontece que, meses depois, sou confrontado com um artigo de Élvio de Sousa, em que me acusa de ter contribuído, com a minha abstenção, para o aumento da despesa do município. Quando o confrontei com abstenção de um elemento do JPP, disse-me que a versão que tinha em seu poder, e que tornou pública, relatava que todos os elementos do JPP tinham votado contra. Como a verdade não prescreve, hoje mesmo, dia 5 de Setembro, fui à reunião pública da Câmara e confrontei a vereação com estes factos. A versão que veio a confirmar-se foi a que constava da versão inicial da ata: “Deliberação por maioria e em minuta, com os votos contra [de dois] senhores vereadores (…) do JPP e abstenção dos senhores vereadores [um elemento do JPP] e Miguel Fonseca”. Publico este artigo para que cada um tire as suas conclusões. Os cidadãos têm o direito à verdade e os políticos o dever de não ludibriar os cidadãos, além de deverem ter a coragem de assumir politicamente as suas posições nos órgãos de governo, municipal, regional ou nacional. Agradeço à vereadora referida a fidelidade à verdade, ao confirmar o seu voto de abstenção, e lamento a atitude dos outros elementos do JPP, que tanta se incomodaram com ela e consentiram a circulação de uma versão falsa dos acontecimentos.