L. M. Como é habitual, o presidente da R.A.M. marcou presença no areal do Porto Santo, no último fim de semana de Agosto. Eu, uma campista assídua do único parque de campismo nesta ilha, abordei de forma educada o Drº Alberto João Jardim, solicitando a sua intervenção na requalificação deste espaço. O Drº Alberto João disse não tratar desses assuntos “na areia” e que esse género de turismo não lhe interessa, sendo provável o encerramento do referido parque. Considerei o seu tom e atitude muito bruscos e pouco respeitosos para a minha, uma abordagem respeitosa. Penso que apesar de não tratar de assuntos no areal, pode ouvir as preocupações das pessoas que representa, sem atitudes altivas e de desprezo. Quando o Drº Alberto João fazia o sentido inverso, procurei abordá-lo novamente, apenas para demonstrar que devia ouvir o que preocupa os madeirenses, não apenas quando faz campanha nem nos seus arraiais. Se muitos tiveram que o ouvir nos adros das igrejas (que à semelhança do que me disse “não é local para tratar destes assuntos”), também ele pode ouvir-nos na praia. Quando me aproximava ouvi-o comentar com a sua mini-comitiva se queriam “peixeirada”. Um dos seguranças aproximou-se, questionando-me se já não tinha desabafado. Respondi que não faltei ao respeito ao Drº Alberto João, sendo interrompida pelo segurança que disse “está mas é caladinha”! Penso que o tempo deestarmos calados perante estas “Eminências” já acabou e que um povo cada vez mais informado não pode permitir autoritarismos e poderes perpétuos.