Dentro de dias, o Tribunal Constitucional pronunciar-se-á sobre os autarcas-dinossauros, que pretendem pular a cerca e prolongar a bateria gasta dos três mandatos autárquicos, após todo um desfile patético de decisões judiciais contraditórias, que o estéril parlamento irresponsavelmente deixou azedar. Na Madeira, os apetites jurássicos não se manifestaram na questão autárquica, pois, há fartura saciada desde 1978, imune a qualquer limitação, que só irá sucumbir, tal como cai uma laranja vergada pela podridão, e acaba fedorenta, esborrachada no chão. As próximas eleições na Madeira serão assombradas, não apenas pelos mais de 45 mil eleitores-fantasma, mas também pelo receio por parte do “status-quo” instituído, de que há mudança no ar. Os madeirenses vão a eleições, desde a MENTIRA embarretada das últimas legislativas regionais do final de 2011 e do excruciante PAEF iniciado em Abril de 2012, que tornou o custo de vida dos madeirenses, no mais oneroso de Portugal. Os candidatos do arco governativo PSD/CDS – os partidos que governam Portugal há dois anos, e o primeiro que governa a Madeira há décadas – lutam por não se colarem ao EMBARAÇO do desastre das respectivas governações. Depois destes últimos dois anos de vis atropelos e do sucessivo circo de inabilidades, (que exigiriam uma atitude firme dum presidente que honrasse o seu magistério), os portugueses têm finalmente uma oportunidade de manifestarem o profundo divórcio entre o país real, e o EMBUSTE da governação. E se exemplos não abundassem, bastava questionar do porquê, as eleições terem sido marcadas para uma data anterior ao conhecimento do Orçamento de Estado para 2014. Bem sei que estas eleições são autárquicas. Mas são as primeiras após tanta mentira, e demais expiação prometida. Esta é a primeira oportunidade. Não a desperdicem!

Donato Macedo Lic. Comunicação