
Não me lembro de uma sondagem que, nestes anos todos, tenha dado um resultado para o PSD-M abaixo dos 40%. Um estudo de opinião que tenha indicado, sem margem para qualquer dúvida, que os social-democratas madeirenses podem perder a maioria absoluta, seja numa câmara ou numa assembleia. Isto é inédito.
Como os políticos sempre dizem, as sondagens valem o que valem. Mas valem alguma coisa, nem que seja uma grande dor de barriga para quem enfrenta, pela primeira vez, a perspectiva de derrota. Sim, porque é disso que se está a falar.
Também em todos estes anos, nunca vi um partido ou candidato, a um mês das eleições, conseguir inverter uma tendência de queda. Na melhor das hipóteses, consegue estancar as perdas ou diminuir a vertigem do trambolhão. Mas se está a descer… vai continuar.
A sondagem do Funchal foi interessante, muito interessante, mesmo fazendo as contas com a margem de erro. Independentemente de quem vai ficar à frente – uma situação claramente em aberto para as três candidaturas da frente – há uma conclusão fácil: não haverá maiorias absolutas. Outra coisa inédita.
Depois das eleições de 29 de Setembro, quem ganhar, tem enormes probabilidades de ter de governar dialogando com quem for oposição. Este é o inédito mais interessante.