“Esperança da Liberdade Madeira” A useira e vezeira telenovela de mau gosto jardinista, levada à cena pela comunicação social, sem que houvesse o devido contraditório da parte do Governo/Ministério das Finanças, contou com mais um folhetim. Tratou-se de mais um embuste para a manipulação da opinião pública, particularmente dos madeirenses. Assistimos uma vez mais a uma sessão de propaganda (de borla) de Alberto João. Isto é, como as eleições autárquicas se aproximam, é preciso voltar a enganar as pessoas com falsas promessas, ainda que logo a seguir às eleições escorram pelo cano abaixo. No entanto, partindo do princípio objetivo que o salário deve ser proporcional à prestação de trabalho, é legítimo que menos horas de trabalho impliquem menos salário. Se assim for, em boa justiça, os funcionários públicos na RAM irão receber menos que todos os outros passem a trabalhar 40 horas semanais, eventualmente, até ver. Mas tudo isto não prejudica o AJJ, porque ao gordo ordenado do Governo Regional, junta-se a sua gorda pensão e, mais ainda, todas as mordomias que usa e abusa, sem ter que pagar um tostão, tudo isto à custa dos pagantes de sempre. Este agora recente episódio do crónico populismo jardinista vem na continuidade do caos das finanças públicas da Região Autónoma da Madeira. Conforme Vítor Gaspar (ex-MF), em 30.09.2011, a dívida da Madeira representava 123% do PIB/Regional e 927% da receita fiscal anual da RAM, sem se esperar “alterações significativas no futuro. É já tempo, de uma vez por todas, de dizer basta a estes abusos praticados pelo AJJ e seus protegidos, o populismo custa caro, só que em vez de penalizar os infratores, penaliza todos nós. A impunidade tem que acabar. Aliás, em termos de justiça e coesão social, a Região Autónoma da Madeira é a região campeã no desemprego jovem e com as maiores desigualdades sociais em Portugal.