As eleições para os órgãos autárquicos ocorrem num momento de conjuntura política, económica e financeira muito difícil. A situação em que nos encontramos fruto de políticas desajustadas que, tendo como pano de fundo a imperiosa necessidade do controlo orçamental e consequente redução da despesa pública a todo custo, sem olhar para as pessoas, têm conduzido o país para a sua degradação económica, empobrecimento das famílias e do seu tecido empresarial. Nem mesmo este governo recauchutado, conseguirá criar no ânimo da maioria dos portugueses esperança num futuro melhor porque logo após o período de férias de verão surgirão outras medidas que irão agravar ainda mais a vida de todos nós. Essas medidas têm sido retardadas na sua divulgação porque se aproxima um acto eleitoral que muito poderá alterar a situação política do país. É neste quadro de dificuldades acrescidas que vamos ter eleições que exigem pragmatismo, seriedade e não aventureirismo com assunção de promessas que sabemos que não são possíveis de concretizar. O país está sem dinheiro e esta é a grande realidade que não pode ser escamoteada seja por quem for. As famílias estão cada vez mais pobres, as empresas com pouca margem de manobra e o desemprego continua, elevadíssimo. Estas eleições valem mais pelo que os candidatos representam em termos de idoneidade, seriedade e dedicação à causa pública, servindo-a com dignidade e não servir-se dela para objectivos pessoais. A população acredita cada vez menos nos políticos, sobretudo naqueles que prometem o céu na terra quando vivemos em profunda crise de valores morais, éticos e sociais para além da grave situação económica em que nos encontramos. O povo deseja que os políticos sejam capazes de resolver com rapidez os problemas que os afligem que é a falta de emprego, a necessidade de redução de impostos altíssimos e melhores condições de vida com maior poder de compra. Por isso mais do que representar os partidos, o que importa nestas eleições são candidatos íntegros com provas dadas de honestidade, de competência e de real interesse em servir as populações sobretudo as que mais necessitam do apoio das entidades autárquicas.
José Manuel Oliveira