Andreia Gouveia Não é um luxo, muito menos uma opção, os meios aéreos de combate a incêndios são uma necessidade para esta Região, que já deveria ter sido atendida à muito tempo.
Mentes mais “iluminadas” arranjaram umas desculpas meias esfarrapadas: que é muito caro a manutenção, e por último que a geografia do território não permite esse investimento. Primeiro, se há dinheiro para investir no betão e na Marina do Funchal, mais outras tantas obras inconvenientes, de certeza que há dinheiro para investir em meios para que a segurança da população seja garantida. Segundo, “não se deve negar à partida uma ciência que se desconhece”, tentar não custa, custa-me mais ver pessoas a perder o trabalho de uma vida, por alguns não serem capazes de tomar as decisões mais acertadas no momento oportuno.
Esta história dos meios aéreos faz-me lembrar outra bem conhecida, aquela de que a Madeira tinha bombeiros a mais, bem, eu tenho visto é bombeiros a menos, esses santos homens e mulheres que andam a arriscar a vida para salvaguardar outras vidas. Homens e mulheres que deveriam, eles sim, ter verdadeiras regalias e benefícios, que deviam ser valorizados e condecorados pelos seus actos, não aqueles que enquanto arde “meia Madeira” andam de férias e depois vêem para a televisão se armar em vítimas ou em santos de altar.
Meios aéreos são precisos sim! E são urgentes. Quem pensa o contrário, deve ser porque nunca passou pela desgraça de ver tudo o que construiu durante uma vida, ser engolido pelas chamas, numa luta tremendamente desigual. O ano passado foi o que foi e este ano está a revelar-se muito igual, e parece que ninguém aprende, ou não querem ver a realidade, mas quem paga é sempre o lado mais fraco.
Abram os olhos, por favor abram os olhos, enquanto discutem coisas banais, fechados nos vossos escritórios, há pessoas lá fora que mais uma vez perderam tudo, mais uma vez vão ter de começar de novo, e tudo isso poderia ser minimizado com pequenas alterações, e uma delas seria um meio aéreo de combate a incêndios, para chegar onde muitas vezes os Soldados da Paz não conseguem chegar, para ter mais uma forma de lutar contra o terror que é o fogo. Abram os olhos... para evitar e/ou minimizar o impacto destas tragédias, abram os olhos.