Miguel A Fernandes Senhor Vice, o seu comunicado é patetice própria de quem não assume as suas responsabilidades. Em qualquer parte do mundo, o vice-presidente está quando o presidente não está. É essa a sua única função. Para isso recebe salário reforçado. É natural que seja melhor ir ao Porto Santo em Agosto do que em mês menos procurado. Só que o Vice não tem essa opção. O seu período de férias não pode coincidir com o do presidente. É assim. Não há volta a dar. Mesmo a sua eventual substituição por um secretário regional , só pode ser encarada a título de força maior. Não em férias dos chefes, já que estas podem ser antecipadas, adiadas ou, até, se necessário for, canceladas. É, no mínimo, infeliz dar como normal o último Conselho do Governo ter sido presidido por um secretário regional por férias simultâneas do presidente e do vice. Então para quê um vice? Ninguém sabe e o pior é ninguém querer saber. O que está em causa não é a coordenação da Protecção Civil. Ninguém exige tal tarefa ao vice. O que se queria era a mais alta solidariedade do governo junto das famílias vítimas do infortúnio, algumas delas perdendo todos os seus bens. O presidente não estava, devia estar o vice. É por isso que reis, presidentes e primeiro-ministros se deslocam às zonas castigadas por tragédias. É verem os constantes exemplos por esse mundo fora. Mesmo em tempo de férias. E aqui entra a especificidade autonómica. Até a de se dar o caso de ambos estarem a passar férias em casas pagas pelo erário público (vejam o exemplo de Cameron ao alugar casa no Algarve para as suas férias). É gente a mais no Governo. Dá para irem de férias aos pares como se nada houvesse para fazer. E não deve haver. Se repararmos, após o regresso de férias, o vice passou um dia fora do gabinete. Em inauguração de supermercado na Calheta (claro...) e conferência de imprensa. Ao menos mostrou que voltou.