Albertina Rodrigues Tem sido notícia nestes dias, os maus tratos e até a morte de crianças pelas suas progenitoras – recuso-me a chamar de mães – pedindo desculpa aos leitores, só me ocorre chamar de parideiras, que maltratam as crianças que por azar da vida, são chamados de filhos, invocando as mais variadas razões e como agora está na moda a crise é desculpa para tudo, até para a frieza de sentimentos e crueldade desses seres que envergonham a dedicação de outras mães verdadeiras, não se recusando a fazer grandes sacrifícios em beneficio daqueles a quem amam verdadeiramente. Desde muito nova e por opção sempre lidei com crianças e décadas depois convivi de perto com mulheres que tinham filhos, de idades que precisam muito de orientação e carinho daquelas que os trouxeram ao mundo por casualidade ou não. Aquilo que vi nalguns casos desiludiu-me e de que maneira! Eu que tive a sorte de ter uma MÂE extraordinária, um verdadeiro exemplo de dedicação amor e educação aos filhos que trouxe ao mundo; imaginei que todas as mães eram assim. Mas como me enganei! Muitas delas arranjam desculpas das mais variadas, para o abandono ou maus tratos...Abandono e até a morte dessas crianças. Agora até a crise è desculpa! Essas crianças não pediram para nascer. Separação, doença, dificuldades?...Elas não têm culpa disso! Já procuraram saber como viviam as pessoas de há várias décadas atrás? Pouquíssimos eram os que tinham “luxos” mas os filhos eram a maior riqueza e por isso tratados com muito carinho acompanhado de regras, preparando dessa forma a sua vida de adultos. Termino com uma frase que ouvi há momentos na televisão: “não usem a crise para isso”. A razão é outra: a falta de amor e dedicação!