Teresa Silva Desde algum tempo que verifico lamentavelmente a situação calamitosa em que se encontra o Lar de Ponta Delgada. Ao visitar um familiar, neste tempo de calor, vejo os idosos mal acompanhados e muitos até aflitos com o tempo quente. Não se encontra funcionárias para o auxilio aos idosos. Ao falar com uma funcionária para expor-lhe o problema ela respondeu-me com modos menos coretos, que os empregados são poucos para tanto trabalho e por isso é natural que não possam acudir a todos. Justificou que desde que o anterior padre saiu da paróquia o lar ficou numa situação difícil porque o bispo enviou um novo padre Hugo, mas que não tem relação nenhuma com a direção do lar e a própria direção não existe o lar navega á deriva. A funcionária ainda acrescentou com tristeza, que ninguém sabe quem é o presidente e a diretora do lar nunca está ao fim de semana e por isso tem aumentado as dificuldades. Se isto se passa e se o Lar não tem presidente nem Direção devo perguntar á Secretaria Regional dos Assuntos Sociais como não fiscaliza estas situações e continua a favorecer a igreja com o dinheiro de todos os contribuintes. Faço um apelo para que os candidatos à Câmara Municipal e os vários partidos façam também um levantamento destas situações pois não basta pedir os votos aos velhos quando eles não encontram respostas dignas às suas situações nestes lares pagos com os nossos impostos. Fica também um apelo ao senhor bispo D. António, o responsável pelas instituições da igreja madeirense, que faça uma séria observação do que se passa e ordene que o lar tenha um quadro de funcionárias que satisfaça as necessidades dos que que lá se encontram e que tenha em consideração os mais necessitados pois a verdadeira caridade abre os braços e não está á espera do dinheiro do governo para dar dignidade aos que mais sofrem.