Só a MUDANÇA pode trazer a esperança de que é ainda possível alterar a situação da Região Passei boa parte da minha vida activa a ouvir as pessoas nas ruas afirmarem que esta situação política na Madeira não muda porque os partidos estão todos divididos, que é preciso unidade para derrotar o PSD e criar uma real alternativa que retire a Madeira deste poder absoluto. Várias tentativas foram feitas ao longo dos últimos anos para se concretizar essa unidade, que era apregoada por toda a gente, mas que depois, na hora da verdade, lá surgiam os argumentos para nada ser feito e deixar tudo como estava. Honra seja feita a Santa cruz e ao Movimento Juntos pelo Povo que fizeram, e fazem a diferença, neste cenário. O PSD beneficiou desta situação. Trabalhou para ter o poder absoluto e tudo fez para controlar, nem que fosse através do medo, tudo o resto. E foi o regabofe que se tem visto. A Madeira está à beira de perder o que resta da sua autonomia, cada vez estamos mais controlados pelo poder central, a divida ultrapassa várias gerações, o desemprego alastra e o desespero já levou muita gente ao suicídio, lembrando outros tempos negros de má memória. É assim que se chega à preparação das eleições autárquicas e pela primeira vez, no Funchal e em Câmara de Lobos, alguns partidos da oposição decidem dar as mãos, em conjunto com pessoas sem filiação partidária, e apresentar uma alternativa de poder local para as duas cidades. É pena que não fosse em mais Municípios. Alguns partidos puseram-se logo de fora. Puros e duros na sua doutrina atacando os que decidiram unir-se com questões doutrinais sem olhar à importância que tem para a política regional conseguir, pela primeira vez em coligação, causar derrotas a este poder, que também, pela primeira vez, se apresenta dividido, porque a galinha dos ovos de ouro já não existe e portanto os ovos que existem já não chegam para todos e também porque na maioria, finalmente se percebe, que nem tudo é “carneiro”. Para as pessoas que passavam a vida a reclamar pela unidade dos partidos e dos cidadãos interessados, para os que pensam seriamente que isto só vai com unidade e só ela é que consegue mais força, chegou a hora de pensar que esta é a oportunidade de mudar a situação e não desperdiçar o seu voto apoiando a MUDANÇA que é tão necessária nesta Terra. Somos todos e todas diferentes? Claro que sim. Pensamos sobre algumas coisas de forma diferente? Claro que sim. Mas não é das coisas e das ideias diferentes que se fazem as grandes obras? Se não nos conseguimos unir para dirigir a nossa cidade como é que podemos saber governar a Região de forma diferente do poder absoluto que nos tem governado? Só a MUDANÇA pode trazer a esperança de que é ainda possível alterar a situação da Região. Precisamos de um Poder local livre das amarras do poder velho e caduco que nos governa desde que existe a democracia. Está nas nossas mãos conseguir a proeza de finalmente respirar um pouco de ar mais puro nesta terra tão bonita que tem sido tão maltratada. Guida Vieira

Só a MUDANÇA pode trazer a esperança de que é ainda possível alterar a situação da Região

Passei boa parte da minha vida activa a ouvir as pessoas nas ruas afirmarem que esta situação política na Madeira não muda porque os partidos estão todos divididos, que é preciso unidade para derrotar o PSD e criar uma real alternativa que retire a Madeira deste poder absoluto. Várias tentativas foram feitas ao longo dos últimos anos para se concretizar essa unidade, que era apregoada por toda a gente, mas que depois, na hora da verdade, lá surgiam os argumentos para nada ser feito e deixar tudo como estava. Honra seja feita a Santa cruz e ao Movimento Juntos pelo Povo que fizeram, e fazem a diferença, neste cenário. O PSD beneficiou desta situação. Trabalhou para ter o poder absoluto e tudo fez para controlar, nem que fosse através do medo, tudo o resto. E foi o regabofe que se tem visto. A Madeira está à beira de perder o que resta da sua autonomia, cada vez estamos mais controlados pelo poder central, a divida ultrapassa várias gerações, o desemprego alastra e o desespero já levou muita gente ao suicídio, lembrando outros tempos negros de má memória. É assim que se chega à preparação das eleições autárquicas e pela primeira vez, no Funchal e em Câmara de Lobos, alguns partidos da oposição decidem dar as mãos, em conjunto com pessoas sem filiação partidária, e apresentar uma alternativa de poder local para as duas cidades. É pena que não fosse em mais Municípios. Alguns partidos puseram-se logo de fora. Puros e duros na sua doutrina atacando os que decidiram unir-se com questões doutrinais sem olhar à importância que tem para a política regional conseguir, pela primeira vez em coligação, causar derrotas a este poder, que também, pela primeira vez, se apresenta dividido, porque a galinha dos ovos de ouro já não existe e portanto os ovos que existem já não chegam para todos e também porque na maioria, finalmente se percebe, que nem tudo é “carneiro”. Para as pessoas que passavam a vida a reclamar pela unidade dos partidos e dos cidadãos interessados, para os que pensam seriamente que isto só vai com unidade e só ela é que consegue mais força, chegou a hora de pensar que esta é a oportunidade de mudar a situação e não desperdiçar o seu voto apoiando a MUDANÇA que é tão necessária nesta Terra. Somos todos e todas diferentes? Claro que sim. Pensamos sobre algumas coisas de forma diferente? Claro que sim. Mas não é das coisas e das ideias diferentes que se fazem as grandes obras? Se não nos conseguimos unir para dirigir a nossa cidade como é que podemos saber governar a Região de forma diferente do poder absoluto que nos tem governado? Só a MUDANÇA pode trazer a esperança de que é ainda possível alterar a situação da Região. Precisamos de um Poder local livre das amarras do poder velho e caduco que nos governa desde que existe a democracia. Está nas nossas mãos conseguir a proeza de finalmente respirar um pouco de ar mais puro nesta terra tão bonita que tem sido tão maltratada.

Guida Vieira