Guido Gomes Saiu recentemente uma ordem do ministério das finanças, que todos os agricultores sejam pequenos ou grandes têm de se inscrever nas finanças, dando inicio à sua actividade, para que desta forma, possam cumprir uma directiva comunitária. Acontece porém, que na nossa Região Autónoma da Madeira, predomina pequenas parcelas de terra, que serve de subsistência a muitos pequenos agricultores reformados, que ousam trabalhar a terra como economia familiar e de subsistência à sua magra reforma. Veio a público o Dr. Manuel António, Secretário Regional do Ambiente, encorajar as pessoas para se inscreverem nas finanças, alegando que os seus parcos rendimentos não acarretaria ao aumento do pagamento de impostos. Na verdade esta não é a situação correcta pois ela trará graves consequências aos pequenos agricultores reformados, que para além de terem de pagar a taxa da segurança social, ainda correm o risco de ficarem impossibilitados de receberem a reforma de velhice.Por aqui se vê que esta medida é tão prejudicial para os agricultores regionais, que ela (medida) não tem em conta que a nossa Região é ultraperiférica, e como tal devia de ter uma ressalva na própria Comunidade Europeia. Digo isto pois sei de inúmeras famílias que vão pura e simplesmente abandonar o cultivo das terras, pois não podem suportar esta carga de impostos, o que vai fazer com que parte do verde da nossa encantadora Madeira, deixe de ser uma realidade no futuro. O Secretário Regional Manuel António, preocupa-se mais em garantir um excelente rendimento ao seu assessor e candidato à Câmara Municipal do Funchal, e com questões internas, e guerras palacianas do PSD-M, do que com a situação económica dos pequenos agricultores que vivem actualmente com reduzidos rendimentos.