Miguel Santos Sinceramente, a vontade de prolongar esta troca de argumentos já não é muita mas uma vez que, na sua mais recente resposta, o Sr. Presidente da Câmara de Machico fala em meias verdades e em acusações pessoais da minha parte, gostaria de fazer alguns esclarecimentos finais. O que motivou a minha carta inicial foram as conclusões do estudo da Quercus que classificaram a praia de S. Roque, em termos de qualidade de água, como a pior praia de mar de Portugal e que foram alvo de divulgação em vários telejornais nacionais no passado dia 2 de Junho. Tratam-se de factos inegáveis e indesmentíveis que só podem deixar desagradado qualquer Machiquense que goste da sua terra. Em meias verdades e contradições cai o Sr. Presidente ao referir que foram estes responsáveis autárquicos que resolveram o problema da praia de S. Roque para, logo de seguida, ele mesmo reconhecer que uma análise em 2012 foi negativa. Como foi resolvido o problema se continuam a ocorrer análises negativas? Aparentemente temos conceitos diferentes do que significa resolver um problema… Quanto às transcrições efectuadas pelo Sr. Presidente onde, supostamente, demonstra acusações pessoais da minha parte, as mesmas foram descontextualizadas e, caso se leia o meu artigo inicial, rapidamente se conclui que tais afirmações se referem à actuação politica da autarquia e não a acusações pessoais ao Sr. Presidente: se a autarquia recusa reconhecer um problema comprovado e é incapaz de o resolver demonstra naturalmente um alheamento da realidade e com certeza, em minha opinião, não está a trabalhar bem. De qualquer forma, e para que não subsista qualquer dúvida, esclareço que nunca pretendi chamar o Sr. Presidente de ‘alheado’ e ‘vadio’ até porque, em termos pessoais, o tenho em excelente consideração, tendo já anteriormente reconhecido o seu interesse e preocupação pela nossa terra. Apesar de não perceber muito bem o porquê da referência à minha Família numa resposta a uma carta de leitor, resta-me notar com agrado o respeito que lhe merecemos e salientar que tal sentimento é recíproco. Finalmente, e uma vez que a única coisa que me move é o melhor para Machico, comprometo-me a – caso o Povo de Machico lhe venha a eleger nas próximas eleições autárquicas e nesse novo eventual mandato venha a efectivamente resolver o problema (o que para mim significa hastear bandeiras azuis em ambas as praias da baía de Machico e conseguir mantê-las hasteadas durante, pelo menos, uma época balnear) – escrever uma carta a elogiar o feito. Espero que aceite o desafio, a bem de Machico!