João Freitas Que teias tecerão a crise do País? “Tendo a achar que no mundo moderno é preciso recuperar Robin Hood: tudo o que se puder “roubar” ao Estado é muito bem “roubado”, porque evidentemente, nos dias que correm, não há “ladrão” mais perfeito do que o Governo, este, o próximo ou os anteriores.” (Revista do Expresso, 18 Maio) Este excerto é um dos cerca de 800 textos escritos por Paulo Portas e que o jornalista Filipe Costa, do Expresso, leu, relativos ao período de 1988 – 1995, quando Portas esteve na direcção do “Independente”. Num outro excerto podemos ler: “Os portugueses comovem-se com pouco e deixam-se enganar depressa e bem.” Apenas nestes dois excertos percebemos o tipo de conceitos que fazem parte da teia da crise em que estamos mergulhados.