Ana Andrade Há bispos que agradam o nome de pastores para se exibirem publicamente e pressionarem os ainda crentes. É o que acontece com o D. António Carrilho pois nas últimas semanas na missa da paróquia eu e as outras pessoas fomos marteladas pelo padre com grande insistência para que se organizassem e se inscrevessem nos autocarros para o dia 2 de junho festa da diocese, Corpo de Deus no parque de Santa Catarina. O apelo do padre raiava o ridículo pois dizia que era uma exigência do Bispo para combater as multidões da igreja universal e mostrar que os madeirenses estavam com o bispo para a celebração dos 500 anos. É triste estas atitudes e mais triste é termos um Bispo que vive para a imagem e que procura que o seu título honorifico arraste atras de si os políticos do regime, as autoridades militares e afins para estas manifestações religiosas pomposas para mostrar que tem ainda uma igreja militante. Mas é uma ilusão pois num tempo de crise, de vergonha para a Igreja da Madeira com o encobrimento ao Jornal da Madeira, com as atitudes de um presidente da Cáritas que deita para o lixo bens oferecidos com tanta generosidade não seria melhor que o Bispo fosse sensato e o dia fosse celebrado na catedral, sem os gastos extraordinários e sem o cortejo ilustre de agnósticos de todos os anos que vão como figurantes a estas celebrações com outros interesses. Como cristã darei contas a Deus pela minha vida mas o Bispo também dará por ser pastor de um povo que vive oprimido pelo desemprego, excluído e injustiçado por uma politica regional que atropela os direitos humanos. As procissões e as pessoas arrastadas pelos padres em autocarros nunca poderão encobrir esta realidade. A grandeza de um bispo exige sacrifícios e não popularismos fáceis.