Vem aí o verão, a preguiça e o Porto Santo. O azul do céu, o mar tranquilo de água cálidas e o lazer. Momentos de relaxe para crianças, jovens, adultos e idosos. Milhares de Madeirenses e não só, procuram estes prazeres na Ilha Dourada. Para além do areal, o Porto Santo oferece um conjunto de instalações desportivas com excelentes condições para a prática de vários desportos. Mas não basta! Falta mais! Falta, o essencial! É imperdoável que numa praia tão extensa, com uma areia única, não existam no seu percurso pequenas infraestruturas demarcadas que permitissem a prática de algumas modalidades desportivas ou serviços de relaxe. Por exemplo, massagem, ginástica, yoga, meditação, badminton, futebol e volei de praia, etc, complementadas com apoio de restauração. A gestão seria da responsabilidade de privados com benefícios financeiros para a Autarquia. Basta ver o que se faz noutras partes do Mundo onde as ofertas para captar turistas são mais que muitas. O problema do Porto Santo não se cinge apenas à falta de transportes aéreos, é preciso mais motivos de atracção. Persiste-se na ideia que o “Porto Santo ideal” é mantê-lo num ambiente “pré-selvagem”! Errado! E a prova temo-la aí. Falta de investimento, desemprego, jovens sem esperança! Nunca houve coragem política por parte dos responsáveis que passaram pela Autarquia para transformar a Ilha num paraíso de bem-estar virado para as coisas boas da vida. Os Espanhóis são uns mestres nesta área, mas numa alguém os procurou para beber essa experiência. Nunca se procurou “vender” o Porto Santo aos empresários Espanhóis da área da hotelaria. Nunca se procurou mercado no Norte de África, aqui tão perto! Pelo contrário, escondeu-se a Ilha a pensar nos ricos de massa falida da Madeira Nova e deu no que deu! O Porto Santo continua a viver de promessas! Para muitos Madeirenses, o Porto Santo continua a ser visto como uma colónia! Tenho dúvidas que se mude de mentalidades, mas mantenho alguma esperança. Vêm aí eleições Autárquicas. Sugiro aos candidatos que tenham a coragem de romper com as fatalidades! É preciso dar um murro na mesa e transformar o Porto Santo num lugar do Mundo. Façam da Ilha uma enorme “pavilhão multiusos” de prazer, bem-estar e de desporto! Escorracem os “velhos do Restelo”!
Mário Gouveia Jornalista