Sílvio Freitas É cada vez mais frequente a troca de correspondência. Aliás já vai sendo normal o carteiro enganar-se quando distribui a correspondência em casa de cada um. Chamo-os carteiros, mas parece-me que agora são distribuidores. Ainda sou do tempo em que um carteiro era uma profissão de grande responsabilidade, mas agora parece que ser carteiro é um part-time que se faz para desenrascar. É vê-los a distribuírem correspondência sem aparente qualquer formação nem conhecimento dos locais, deitam onde lhes parece que é e não onde realmente é. Serão culpados? Ou a culpa é dos CTT? São às centenas os casos diários de correspondência trocada. Algumas pessoas impacientes, rasgam ou deitam no lixo o que não é seu. Entretanto as contas vão se acumulando, há multas, há assuntos importantes que se perdem devido à má distribuição. Se é este o exemplo e o modelo que vamos ter depois da privatização dos CTT, dispenso o seu serviço. Mas ainda há bons profissionais, mas desses não quero falar pois estão simplesmente a fazer aquilo que lhes é exigido.