João Abel de Freitas Ligam-me laços afectivos e familiares ao Porto Santo, há gerações. Por essa razão, há alguns anos decidi investir numa casa nesta Ilha, fiz um projecto que submeti à aprovação da Câmara Municipal, o qual foi aprovado e a casa construída e habitada; até aqui tudo normal. Passado algum tempo e por qualquer mudança ou capricho que até hoje, ainda não percebi, eventualmente algum “excesso” de dinheiro que propiciou toda uma série de ideias e idiotas que terão ajudado, também, a levar o Porto Santo à situação que hoje vive, comecei a sentir e a saber por terceiros, que a mesma Câmara ou quem a dirigia e que tinha aprovado o projecto, tinha agora novas ideias, curiosamente, para aquilo que era meu e com o pequeno pormenor, de eu não ser tido, nem achado, pois nunca, ninguém, teve o cuidado ou a atenção, de me contactar sobre o assunto. Felizmente, como fui do tempo em que a Justiça funcionava e como, “ainda” acredito que funciona, preparei-me para defender o que era meu. Um dia, e passados alguns anos, fui contactado pela Senhora Arquitecta Fátima Menezes, que não conhecia pessoalmente, mas que era a nova Vereadora com o pelouro do Urbanismo e que me propôs uma reunião para discutir a situação. Colocou-me o assunto, de forma educada, franca e frontal, defendendo aquilo que a Câmara pretendia, mas, respeitando a propriedade privada, e os meus direitos, como cidadão; Ora, ainda que cada um tentasse fazer valer os seus pontos de vista, com cedências mútuas, encontrámos uma situação que não sendo a ideal, foi interessante e digna para ambas as partes. Fazendo curta, uma história que não merece ser longa e que apenas, tem cabimento, para se perceber a diferença de nível, trato e postura de quem exerce funções públicas, mas, que tem educação e a noção do que é o respeito e a ética que deve presidir às relações entre quem ocupa, transitóriamente, estes lugares e quem julga que os mesmos são propriedade adquirida e definitiva, por isso aqui a trago. Sei, que ficará surpreendida, agora, Senhora Presidente pela minha pequena intervenção, mas, pelas últimas notícias, suspeito que os seus “amigos”, têm diminuído e eu ainda que não tendo o privilégio de o ser, apenas quero, neste momento, lhe transmitir o meu reconhecimento e solidariedade. Em termos cívicos o meu obrigado e votos das maiores felicidades.