Pela primeira vez na história do hóquei em patins português, tivemos uma final europeia entre duas equipas portuguesas. Este revelou-se ser um grande jogo e muito competitivo. Houve uma predominância de portugueses em ambos os planteis, quer no do Benfica quer no do Porto, de onde a primeira equipa, a que jogava ‘fora de casa’, saiu campeã. Com esta modalidade, assim como também em andebol, podíamos aprender muito para vir a aplicar em outras, nomeadamente no futebol, onde, como sempre realço, há para mim uma grande falha na liga portuguesa: existe pouca aposta em jogadores nacionais. Esta tendência parece estar a mudar pois estamos numa altura em que já observamos, nos considerados três grandes clubes de Portugal, haver uma aposta nos nossos jogadores. No caso do Sporting evidencia-se, devido à crise que passa, a aposta nos jogadores formados na sua academia. No caso do Benfica há aposta em alguns jovens adquiridos ao Vitória de Guimarães, assim como o fez o Porto ao contratar jogadores portugueses a algumas outras equipas. Curiosamente a zona em que as equipas mais se reforçam no produto nacional é a que na nossa seleção possui mais lacunas, ou seja, o meio campo, onde há evidente falta de alternativas, assim como no ataque. Assim sendo, e com esta nova maneira de se reforçarem, as equipas estão a caminhar para uma melhoria do futebol nacional, algo que, como se pode verificar nos dois jogos efetuados pela seleção nestes dias, é imperativo que suceda.

Vítor Nóbrega Colaborador da AAUMa